A Polícia Federal investiga a atuação da empresa de tecnologia 3Structure IT em contratos firmados com órgãos da administração pública federal que, juntos, movimentam mais de R$ 81 milhões.
A apuração busca esclarecer uma possível relação entre os negócios da companhia com o governo e a atuação de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo levantamento divulgado pelo Poder360 nesta segunda-feira (3), os seis contratos identificados somam exatamente R$ 81.193.808,61. Cinco deles foram firmados durante o atual governo federal, enquanto o mais antigo começou em novembro de 2022, durante a administração do ex-presidente Jair Bolsonaro.
De acordo com informações relacionadas à investigação, Lulinha teria participado de articulações para aproximar a empresa de integrantes do governo e também teria atuado na busca por oportunidades comerciais junto a órgãos federais.
Contratos concentram valores milionários
Entre os contratos de maior valor estão acordos firmados pela 3Structure IT com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.
Um dos contratos supera R$ 42 milhões, enquanto outro está estimado em cerca de R$ 19,3 milhões. Os valores foram citados em levantamentos divulgados pela imprensa a partir dos dados dos contratos públicos.
A empresa também mantém acordos com órgãos ligados a outras áreas da administração federal.
No Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines), vinculado ao Ministério da Educação, há um contrato estimado em aproximadamente R$ 178 mil.
Já os contratos relacionados à Fundação Nacional de Saúde (Funasa) chegam a cerca de R$ 2,5 milhões.
O que a PF apura
A investigação pretende esclarecer se houve intermediação ou influência na aproximação da 3Structure IT com integrantes do governo federal e se essa atuação teria contribuído para a obtenção de contratos públicos.
A apuração também busca determinar qual teria sido o papel de Lulinha nas relações entre a empresa e agentes da administração pública.
Até o momento, a existência dos contratos e os valores envolvidos não significa, por si só, que tenham ocorrido irregularidades. Eventuais responsabilidades dependerão do avanço das investigações e da comprovação dos fatos pelas autoridades competentes.
O caso coloca sob análise uma série de contratos que ultrapassam R$ 81 milhões e envolve negócios celebrados com diferentes órgãos do governo federal, além da suspeita de atuação de intermediários na aproximação da empresa com o poder público.
*Da Agência Fonte Exclusiva








