A FIFA respondeu às críticas envolvendo o projeto FIFA Forward Enterprise (FFE) e negou que a iniciativa represente uma privatização das competições ou uma transferência do controle sobre o futebol mundial.
A entidade se manifestou nesta quinta-feira (30), depois que organizações como UEFA e Concacaf demonstraram preocupação com a possibilidade de investidores privados participarem da exploração comercial dos torneios.
Em comunicado, a FIFA afirmou que parte das informações divulgadas sobre a proposta é considerada incorreta e classificou algumas das críticas como desinformação. A entidade também informou que pretende ouvir as 211 associações nacionais filiadas antes de definir se a nova estrutura será efetivamente criada.
A organização ainda questionou a manifestação da UEFA em nome das federações que fazem parte da confederação europeia. Segundo a FIFA, nenhuma confederação teria autoridade para falar individualmente pelas associações nacionais que integram a entidade máxima do futebol.
FIFA nega perda de controle sobre o futebol
A principal mensagem da FIFA é que a criação da FFE não significaria a transferência do comando esportivo para empresas ou investidores.
De acordo com a entidade, temas como regulamentos, calendário internacional, governança e organização das competições permaneceriam sob responsabilidade da FIFA. A eventual nova empresa teria uma atuação direcionada principalmente à exploração comercial dos torneios.
A proposta busca ampliar as receitas obtidas com direitos de transmissão, patrocínios, ingressos, licenciamento e outras propriedades comerciais relacionadas às competições internacionais.
Segundo a FIFA, os recursos adicionais poderiam ser utilizados para ampliar os investimentos e aumentar os repasses às federações nacionais.
Federações ainda serão consultadas
A entidade também destacou que o projeto ainda está em fase de discussão. Antes de uma decisão definitiva, a FIFA pretende consultar as associações nacionais filiadas.
A estratégia ocorre após o surgimento de críticas dentro do futebol internacional sobre os possíveis impactos da entrada de capital privado na exploração dos direitos comerciais das competições.
A preocupação de dirigentes e confederações está relacionada principalmente à possibilidade de a abertura para investidores alterar a forma como receitas e ativos comerciais do futebol são administrados.
A FIFA, por outro lado, sustenta que o modelo proposto permitiria aumentar o potencial comercial das competições sem modificar a estrutura de governança esportiva.
Projeto provoca debate no futebol mundial
A discussão sobre a FIFA Forward Enterprise ganhou força após a entidade avaliar a possibilidade de criar uma estrutura específica para administrar e ampliar os negócios relacionados aos seus principais torneios.
O projeto coloca em debate o equilíbrio entre a necessidade de aumentar receitas e a preservação do controle institucional sobre as competições.
Enquanto críticos questionam os efeitos de uma eventual participação privada em ativos comerciais da FIFA, a entidade afirma que o objetivo é fortalecer financeiramente o futebol e ampliar os recursos destinados às federações.
Até o momento, portanto, a criação da FFE não está definida. A FIFA deverá continuar as consultas às associações nacionais antes de decidir sobre os próximos passos da proposta.
*Da Agência Fonte Exclusiva








