O mercado financeiro brasileiro encerrou a segunda-feira (20) com comportamento dividido. O dólar perdeu força frente ao real e terminou o dia abaixo de R$ 5,09, enquanto o Ibovespa registrou a quarta queda seguida, refletindo a cautela dos investidores diante do cenário internacional e do desempenho negativo de empresas do setor de mineração.
No câmbio, a moeda norte-americana recuou 0,42%, fechando cotada a R$ 5,089. Já o principal índice da Bolsa brasileira caiu 0,20%, encerrando o pregão aos 173.371,35 pontos.
Confira os principais indicadores do dia:
- Dólar à vista: R$ 5,089 (-0,42%)
- Ibovespa: 173.371,35 pontos (-0,20%)
- Petróleo Brent: US$ 89,22 (+1,27%)
- Petróleo WTI: US$ 82,48 (+0,85%)
Real é impulsionado por juros e exportações
Após abrir em alta, o dólar passou a perder valor ao longo do dia com a repercussão de iniciativas diplomáticas voltadas à redução das tensões entre Estados Unidos e Irã, diminuindo a busca global por ativos considerados mais seguros.
No mercado doméstico, a manutenção dos juros elevados no Brasil continuou favorecendo o ingresso de capital estrangeiro por meio de operações de carry trade, estratégia em que investidores buscam maior rentabilidade em países com taxas de juros superiores.
Outro fator que fortaleceu o real foi a valorização do petróleo, importante para a balança comercial brasileira. Dados divulgados na terceira semana de julho apontaram superávit de US$ 526,3 milhões, com avanço de 6,7% nas exportações acumuladas no mês, impulsionadas principalmente pelo setor extrativo.
Com o resultado, o dólar acumula queda de 1,42% em julho e desvalorização de 7,28% frente ao real desde o início de 2026.
Mineração impede recuperação da Bolsa
O Ibovespa chegou a operar em alta durante a manhã, superando os 174 mil pontos, mas perdeu força no decorrer da sessão.
Apesar da valorização das ações da Petrobras, beneficiadas pela alta do petróleo, os papéis de mineradoras recuaram e puxaram o índice para o campo negativo.
O ambiente externo também contribuiu para a cautela dos investidores após novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a crise envolvendo o Irã, aumentando a percepção de risco nos mercados.
Petróleo avança com foco no Oriente Médio
Os preços internacionais do petróleo encerraram o pregão em alta diante das incertezas sobre a evolução do conflito no Oriente Médio.
O barril do Brent subiu 1,27%, fechando a US$ 89,22, enquanto o WTI avançou 0,85%, encerrando o dia a US$ 82,48.
Durante a sessão, as cotações chegaram a reduzir parte dos ganhos após notícias de possíveis negociações diplomáticas. No entanto, voltaram a subir depois que Donald Trump afirmou que responderá de forma mais dura caso militares norte-americanos sejam alvo de novos ataques.
Além das tensões geopolíticas, o mercado segue atento às restrições no Estreito de Ormuz e às ameaças de interrupção das rotas comerciais no Mar Vermelho, fatores que continuam sustentando os preços da commodity.
*Da Agência Fonte Exclusiva








