A manhã desta sexta-feira (17) foi marcada por momentos de tensão no sul do México, onde um terremoto de magnitude 7,3 levou moradores e trabalhadores a deixarem prédios, hospitais, repartições públicas e estabelecimentos comerciais.
O tremor teve origem próximo à costa do estado de Chiapas, em uma área localizada nas proximidades da fronteira mexicana com a Guatemala. O epicentro foi identificado a cerca de 48 quilômetros a sudoeste de Aquiles Serdán, próximo à região de Puerto Madero.
A atividade sísmica ocorreu a aproximadamente 15 quilômetros de profundidade. Por ter sido relativamente superficial, o abalo foi percebido com intensidade em diferentes pontos do México e em países vizinhos.
Evacuações em cidades mexicanas
Em Tapachula, uma das principais cidades próximas ao epicentro, moradores deixaram casas, edifícios comerciais e espaços públicos após sentirem o forte movimento do solo.
Equipes de emergência foram mobilizadas para verificar as condições de imóveis, estradas, hospitais, escolas e estruturas consideradas essenciais.
Evacuações preventivas também foram registradas em Villahermosa, no estado de Tabasco. Centenas de trabalhadores saíram de prédios públicos e privados enquanto os protocolos de segurança eram acionados.
O terremoto foi sentido ainda em estados como Oaxaca e Campeche, além da Cidade do México. Mesmo distante da área do epicentro, a capital registrou relatos de prédios e objetos balançando.
Tremor chegou à Guatemala e a El Salvador
Os efeitos do terremoto ultrapassaram o território mexicano. Moradores da Guatemala e de El Salvador também perceberam o abalo.
Na Cidade da Guatemala, trabalhadores e residentes deixaram edifícios por precaução. Em algumas áreas do país, houve registro de pequenos deslizamentos e suspensão preventiva de atividades escolares.
As autoridades iniciaram levantamentos para identificar possíveis danos em comunidades urbanas e rurais, principalmente nas regiões próximas à fronteira com o México.
Até as primeiras avaliações oficiais, não havia confirmação de mortes, feridos graves ou destruição de grande proporção.
Réplicas foram registradas após o terremoto
Após o abalo principal, os equipamentos de monitoramento detectaram novas movimentações sísmicas. Pelo menos cinco réplicas apresentaram magnitudes entre 5,1 e 6.
A sequência manteve a população em alerta e levou os órgãos de proteção civil a reforçarem as recomendações de segurança.
Moradores foram orientados a não entrar em imóveis com rachaduras, paredes danificadas ou outros sinais de comprometimento estrutural sem uma avaliação técnica.
As autoridades também recomendaram distância de muros, postes, fachadas e construções que possam apresentar risco de queda durante novos tremores.
Alerta para o litoral foi cancelado
A localização do epicentro no Oceano Pacífico levou os sistemas de monitoramento a emitirem inicialmente um alerta sobre possíveis alterações no nível do mar.
As primeiras estimativas apontaram a possibilidade de ondas de até aproximadamente um metro em áreas costeiras próximas ao terremoto, especialmente no sul do México e na Guatemala.
Após novas análises, o alerta de tsunami foi cancelado. O acompanhamento do litoral, no entanto, permaneceu ativo durante as horas seguintes.
Mesmo com a redução do risco, moradores de comunidades costeiras foram orientados a evitar praias, portos e áreas muito próximas ao mar até a conclusão das avaliações.
Região possui histórico de terremotos
O estado de Chiapas está localizado em uma área de forte atividade geológica, influenciada pela movimentação das placas tectônicas no litoral do Pacífico.
Essa condição faz com que o sul do México e parte da América Central registrem terremotos com frequência. Dependendo da magnitude e da profundidade, os tremores podem ser sentidos a centenas de quilômetros de distância.
As equipes de emergência permaneceram em campo para verificar possíveis impactos em estradas, pontes, redes elétricas, sistemas de abastecimento e comunidades de difícil acesso.
Até a atualização mais recente, não havia registro oficial de vítimas nem de danos estruturais graves. O monitoramento continuava devido ao risco de novas réplicas.








