A Copa do Mundo de 2026 conhecerá nos próximos dois dias as seleções que disputarão o título. França, Espanha, Inglaterra e Argentina chegam às semifinais carregando sete conquistas mundiais e a expectativa de dois confrontos marcados por tradição, rivalidade e jogadores de destaque.
O primeiro finalista será definido nesta terça-feira, 14 de julho, no duelo entre franceses e espanhóis. Na quarta-feira, Inglaterra e Argentina entram em campo pela segunda vaga na decisão. As duas partidas estão marcadas para as 16h, pelo horário de Brasília.
A formação das semifinais foi concluída depois de duas classificações decididas apenas na prorrogação. Ingleses e argentinos encontraram dificuldades diante de Noruega e Suíça, mas confirmaram presença entre as quatro melhores equipes da competição.
A Inglaterra avançou com uma vitória de virada por 2 a 1 sobre a Noruega, em Miami. A seleção escandinava saiu na frente aos 36 minutos do primeiro tempo, quando Andreas Schjelderup aproveitou uma falha inglesa e finalizou para abrir o placar.
Jude Bellingham igualou o confronto ainda antes do intervalo. O meio-campista voltou a aparecer no começo da prorrogação, aproveitou uma sobra dentro da área e marcou o gol que garantiu a classificação.
A Noruega tentou reagir nos minutos restantes, mas não conseguiu superar a defesa inglesa. Com o resultado, a Inglaterra alcançou a semifinal de uma Copa do Mundo pela quarta vez, repetindo as campanhas de 1966, 1990 e 2018.
A Argentina também precisou disputar 120 minutos para eliminar a Suíça. Alexis Mac Allister abriu o placar após cobrança de escanteio de Lionel Messi, mas Dan Ndoye empatou na segunda etapa.
O jogo sofreu uma mudança importante aos 27 minutos do segundo tempo. Breel Embolo caiu em uma disputa com Leandro Paredes, e o cartão amarelo foi apresentado inicialmente ao argentino.
Depois da revisão do árbitro de vídeo, a advertência aplicada a Paredes foi retirada. A arbitragem considerou que Embolo havia simulado a falta e mostrou o cartão ao atacante suíço. Como ele já estava amarelado, acabou expulso.
Mesmo com um jogador a mais, a Argentina não conseguiu recuperar a vantagem durante o tempo regulamentar. A defesa suíça resistiu à pressão e levou a partida para a prorrogação.
Julián Álvarez rompeu o bloqueio europeu com uma finalização que recolocou os argentinos na frente. Lautaro Martínez marcou o terceiro gol e confirmou a vitória por 3 a 1.
França e Espanha abrem as semifinais
França e Espanha disputam a primeira semifinal nesta terça-feira, no Dallas Stadium, em Arlington, no Texas.
A seleção francesa tenta alcançar a decisão mundial pela terceira edição consecutiva. O país foi campeão em 2018 e terminou com o vice-campeonato em 2022, depois de perder a final para a Argentina nos pênaltis.
A Espanha busca retornar à decisão após 16 anos. A única participação espanhola em uma final ocorreu em 2010, quando a equipe derrotou a Holanda e conquistou o título na África do Sul.
O confronto coloca frente a frente duas seleções reconhecidas pela qualidade técnica. A Espanha costuma valorizar a posse de bola e a construção de jogadas, enquanto a França combina velocidade, força física e capacidade de decisão.
A vaga também representa a possibilidade de ampliar a presença europeia na decisão. Independentemente do resultado, França ou Espanha garantirá um representante do continente na final de domingo.
Argentina e Inglaterra reeditam rivalidade
A segunda semifinal será disputada na quarta-feira, no Atlanta Stadium, na Geórgia.
Argentina e Inglaterra protagonizaram alguns dos confrontos mais lembrados da história da Copa. O novo encontro valerá uma vaga na decisão e reunirá duas equipes que precisaram da prorrogação para superar as quartas de final.
A Inglaterra tenta voltar à final depois de seis décadas. Sua única decisão ocorreu em 1966, quando conquistou o título diante da Alemanha Ocidental no estádio de Wembley.
A Argentina busca disputar a segunda final consecutiva. Campeã em 1978, 1986 e 2022, a seleção comandada por Lionel Scaloni permanece na luta pelo quarto título.
Um novo troféu também transformaria os argentinos na primeira equipe a vencer duas Copas consecutivas desde o Brasil, campeão em 1958 e 1962.
Semifinal reúne apenas antigas campeãs
Esta é apenas a terceira vez que as semifinais de uma Copa do Mundo são formadas exclusivamente por seleções que já levantaram o troféu.
A primeira ocorrência foi registrada em 1970, quando Brasil, Itália, Alemanha Ocidental e Uruguai chegaram à penúltima etapa. O Brasil terminou aquela edição como campeão.
A situação voltou a acontecer em 1990, com Alemanha Ocidental, Argentina, Itália e Inglaterra. Alemães e argentinos avançaram para a decisão, vencida pela Alemanha por 1 a 0.
Trinta e seis anos depois, França, Espanha, Inglaterra e Argentina voltam a formar uma semifinal composta apenas por campeões mundiais.
Juntas, as quatro seleções somam sete títulos. A Argentina lidera o grupo com três conquistas, seguida pela França, com duas. Inglaterra e Espanha possuem uma taça cada.
A ausência de Alemanha e Itália também chama a atenção. Os alemães foram eliminados durante o Mundial, enquanto os italianos ficaram fora da competição pela terceira edição consecutiva.
Final será disputada no domingo
Depois de quartas de final marcadas por viradas, expulsão, intervenção do VAR e prorrogações, o torneio entra em sua etapa mais decisiva.
França e Espanha definirão o primeiro finalista na terça-feira. No dia seguinte, Inglaterra e Argentina completarão a disputa pelo título.
A grande decisão está marcada para domingo, 19 de julho, no New York New Jersey Stadium.
Até lá, quatro campeãs mundiais tentarão transformar tradição e desempenho em mais uma oportunidade de levantar o troféu mais importante do futebol.
*Da Agência Fonte Exclusiva








