Condenado no julgamento do mensalão petista no final do ano passado, o empresário e publicitário Marcos Valério prestou depoimento na manhã do dia 1º de fevereiro, na Superintendência da Polícia Federal, em Belo Horizonte-MG. De acordo com o advogado de defesa, o empresário negou a autoria de uma lista com nomes de supostos beneficiários de repasses de recursos que seriam provenientes de caixa dois da campanha derrotada à reeleição do deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB-MG), em 1998. A lista cita o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes.
O esquema de financiamento da campanha do tucano é investigado no processo do chamado “mensalão mineiro”. A lista foi publicada no ano passado pela revista Carta Capital. Na época, Gilmar Mendes negou envolvimento com o caso. Valério foi ouvido pela PF como testemunha no documento constava uma assinatura que supostamente era sua. O advogado do empresário disse que, durante depoimento de cerca de uma hora, ele afirmou que o conteúdo da lista é falso e que não produziu nem assinou os papéis.
A lista foi encaminhada à PF pelo advogado do lobista Nilton Monteiro. Ele é o responsável pela divulgação da “lista de Furnas”, documento com nomes de 156 políticos que supostamente teriam recebido dinheiro da estatal federal Furnas Centrais Elétricas para suas campanhas eleitorais em 2002, o que é ilegal. A autenticidade da lista, porém, nunca foi comprovada de forma definitiva. Ele foi preso em 2011 acusado de forjar documentos que colocavam empresários e políticos como credores dele. No ano passado, voltou a ser preso sob acusação de estelionato. O lobista nega irregularidades.
* O Tempo








