A partida entre Argentina e Egito pelas oitavas de final da Copa do Mundo, vencida pelos argentinos por 3 a 2, ganhou repercussão após o encerramento do confronto.
Durante a comemoração do terceiro gol da seleção sul-americana, o técnico egípcio Hossam Hassan realizou um gesto direcionado à arbitragem em referência a um possível caso de discriminação.
O treinador cruzou os braços formando um “X” na altura dos pulsos, movimento reconhecido pela FIFA como um sinal oficial para alertar árbitros sobre possíveis episódios discriminatórios envolvendo jogadores, integrantes das comissões técnicas ou torcedores.
De acordo com o protocolo da entidade, o gesto deveria provocar uma avaliação da arbitragem e, caso fosse identificado algum comportamento irregular, poderia levar à aplicação das medidas previstas para combater atos discriminatórios durante partidas.
No entanto, segundo integrantes da comissão técnica do Egito, o suposto episódio ocorrido durante a comemoração do gol argentino não resultou na abertura do procedimento.
O árbitro francês François Letexier, responsável pelo jogo, respondeu ao gesto de Hossam Hassan aplicando cartão amarelo ao treinador e não acionou o protocolo da FIFA.
As regras da entidade máxima do futebol determinam três etapas para situações envolvendo discriminação. Na primeira fase, a partida pode ser interrompida e uma mensagem de advertência é transmitida pelo sistema de som do estádio.
Caso o comportamento continue, a segunda etapa prevê a retirada temporária das equipes para os vestiários. Em uma terceira ocorrência, se os atos persistirem após o reinício do jogo, a partida pode ser encerrada definitivamente.
O protocolo já foi utilizado em competições internacionais recentes, incluindo partidas como Real Madrid x Pachuca pelo Mundial de Clubes e Brasil x Uruguai pelas Eliminatórias da Copa do Mundo.
Após a eliminação do Egito, Hossam Hassan voltou a se manifestar contra a arbitragem e afirmou que continuaria cobrando explicações sobre o que considerou uma atuação prejudicial à sua equipe.
“Não ficarei em silêncio, independentemente das consequências, porque o que presenciei nesta partida foi óbvio para todos, e foi uma partida manchada em todos os sentidos”, declarou o treinador.
Além da denúncia relacionada ao gesto contra possível discriminação, a comissão técnica egípcia também havia demonstrado insatisfação com decisões tomadas durante o confronto, incluindo lances analisados pelo VAR e a condução da arbitragem ao longo da partida.
A Argentina, apesar das críticas do adversário, confirmou sua classificação para as quartas de final da Copa do Mundo após uma reação nos minutos finais e uma virada por 3 a 2 sobre o Egito.
*Da Agência Fonte Exclusiva








