As cerimônias públicas em homenagem ao aiatolá Ali Khamenei, líder do Irã, tiveram início neste sábado em Teerã, reunindo uma grande multidão que ocupou ruas da capital em um cortejo fúnebre de grandes proporções.
Vestidos majoritariamente de preto, os participantes tomaram parte em rituais religiosos e homenagens que devem se estender até a próxima quinta-feira.
De acordo com estimativas divulgadas pelas autoridades iranianas, mais de 10 milhões de pessoas devem participar dos eventos ao longo dos próximos dias. O caixão foi exposto no complexo religioso Grande Mosalla, onde fiéis entoaram cânticos em meio a uma forte concentração de pessoas.
Em mensagem publicada nas redes sociais, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país vive um momento de profunda comoção, destacando que a população enfrenta um período de luto e tristeza diante da perda do líder.
Durante as cerimônias, autoridades iranianas também elevaram o tom contra Estados Unidos e Israel. Em comunicado do Ministério da Inteligência, os dois países foram acusados de envolvimento em um “ato criminoso” e em uma suposta “conspiração terrorista”, com ameaças de retaliação sendo mencionadas pelas autoridades.
O comandante da Marinha da Guarda Revolucionária Iraniana, Ali Ozmaei, declarou esperar uma “retribuição divina” contra os responsáveis, enquanto o Ministério das Relações Exteriores reforçou que o país pretende preservar e dar continuidade ao legado político e religioso associado a Khamenei.
Segundo a versão apresentada pelo governo iraniano, o aiatolá teria sido morto em ataques aéreos realizados por Estados Unidos e Israel em fevereiro, ação que também teria causado um elevado número de vítimas civis.
Após cerimônias restritas, o funeral foi aberto ao público neste sábado, marcando o início das homenagens oficiais.
*Da Agência Fonte Exclusiva








