Um surto de norovírus afetou passageiros e tripulantes do cruzeiro Ruby Princess durante uma viagem de 20 dias entre São Francisco, Canadá e Alasca. Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, 125 pessoas foram infectadas, sendo 102 passageiros e 23 integrantes da tripulação.
A embarcação retornou ao porto da Califórnia na quinta-feira (2), onde passou por um processo de desinfecção após o desembarque. De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, este é o terceiro surto registrado pela companhia de cruzeiros em 2026.
O norovírus é uma das principais causas de gastroenterite viral, infecção que provoca inflamação no estômago e no intestino. Entre os sintomas mais comuns estão diarreia, vômitos, náuseas, dores abdominais e, em alguns casos, febre.
Os sinais da doença costumam surgir entre 12 e 48 horas após a infecção e geralmente desaparecem em um período de um a três dias.
Embora a maioria das pessoas apresente recuperação espontânea, grupos como crianças, idosos e indivíduos com o sistema imunológico comprometido podem desenvolver complicações, principalmente devido ao risco de desidratação provocado pela perda intensa de líquidos.
A transmissão ocorre com facilidade por meio do contato com partículas microscópicas presentes em fezes ou vômito de pessoas infectadas. Ambientes fechados e com grande circulação de pessoas, como navios de cruzeiro, favorecem a rápida disseminação do vírus.
Além do contato direto entre pessoas, o consumo de água contaminada, alimentos preparados sem os cuidados adequados de higiene ou carnes e frutos do mar crus também pode facilitar a transmissão da doença. A higienização inadequada das mãos é outro fator que contribui para a propagação do vírus.
Como não há um medicamento específico para eliminar o norovírus, o tratamento é direcionado ao controle dos sintomas e à prevenção da desidratação.
A principal recomendação é manter uma boa hidratação com água, soro de reidratação oral e outros líquidos. Nos casos mais graves, pode ser necessária a administração de líquidos por via intravenosa em ambiente hospitalar.
Especialistas orientam que a melhor forma de prevenção é adotar medidas rigorosas de higiene, como lavar as mãos frequentemente com água e sabão, especialmente antes das refeições e após usar o banheiro, além de higienizar corretamente alimentos, utensílios e superfícies para reduzir o risco de contaminação.
*Da Agência Fonte Exclusiva








