O governo da Hungria declarou situação de forte pressão sobre o sistema de abastecimento de água em diversas regiões do país, em meio à combinação de temperaturas elevadas e estiagem prolongada.
Em mensagem em vídeo divulgada nas redes sociais na segunda-feira (29), o primeiro-ministro Péter Magyar classificou o cenário como “extraordinário” e “crítico”, alertando a população para a necessidade de uso racional da água.
Segundo o chefe de governo, a crise foi agravada pela onda de calor que atinge o território húngaro e pela ausência prolongada de chuvas, o que elevou de forma significativa a pressão sobre a rede de distribuição.
Ele afirmou que o sistema opera atualmente no limite da capacidade, com aumento de até 55% na demanda durante o fim de semana, chegando a dobrar o consumo em algumas localidades.
Diante do quadro, autoridades implementaram o racionamento de água de Nível 2 em 120 municípios, afetando cerca de 6.797 pessoas. A medida estabelece prioridade para usos essenciais e busca reduzir o risco de colapso no fornecimento em áreas mais vulneráveis.
O governo orientou que a população restrinja o consumo de água potável às necessidades básicas, priorizando serviços essenciais como hospitais, casas de repouso, bombeiros e infraestrutura crítica. Atividades não prioritárias foram desencorajadas como forma de preservação do sistema.
Como parte das ações emergenciais, seis caminhões-pipa já foram mobilizados para reforçar o abastecimento em regiões mais afetadas.
As autoridades informaram ainda que novas unidades estão sendo preparadas com apoio das forças militares para ampliar a capacidade de distribuição.
O governo segue monitorando a situação enquanto o país enfrenta os impactos combinados da estiagem e das altas temperaturas, que vêm pressionando os sistemas hídricos em diferentes pontos do território húngaro.
*Da Agência Fonte Exclusiva.








