A Copa do Mundo de 2026 já registra números históricos antes mesmo do início das partidas, impulsionada principalmente pelo aumento expressivo no valor dos ingressos.
A competição, que terá formato ampliado e mais seleções participantes, também se tornou uma das mais caras da história para o público que pretende acompanhar os jogos nos estádios.
De acordo com estimativas da consultoria Sports Value, o torneio deve movimentar cerca de US$ 11 bilhões em receitas, um crescimento de aproximadamente 56% em relação à Copa do Catar, realizada em 2022, que arrecadou cerca de US$ 7 bilhões.
O principal fator para esse avanço está na nova estratégia de comercialização adotada pela Fifa. Na fase de grupos, os ingressos variam entre US$ 60 e US$ 2.735 (aproximadamente R$ 312 a R$ 14,2 mil), dependendo da categoria e do jogo.
Em comparação, na edição anterior os preços ficavam entre US$ 69 e US$ 220, o que representa uma elevação superior a 1.100% no valor máximo.
Na final da competição, os preços atingem patamares ainda mais altos. Os bilhetes chegam a custar entre cerca de R$ 10,6 mil e R$ 57,4 mil, configurando um aumento expressivo em relação ao Mundial de 2022, quando o ingresso mais caro não ultrapassava US$ 1.600.
Com esse cenário, um torcedor que deseje acompanhar sua seleção ao longo de toda a fase de grupos pode desembolsar aproximadamente R$ 19,7 mil apenas em ingressos mais baratos, sem considerar gastos adicionais com viagem, hospedagem e alimentação.
A Fifa passou a aplicar o modelo de preços dinâmicos, no qual os valores podem variar conforme a demanda e o avanço das vendas.
Os reajustes ocorrem em diferentes etapas, incluindo após o sorteio dos grupos e nas semanas que antecedem o início do torneio.
Segundo o presidente da entidade, Gianni Infantino, o objetivo é adequar os preços ao mercado dos Estados Unidos e evitar distorções na revenda de ingressos, já que o país permite esse tipo de transação. A estratégia, no entanto, tem sido alvo de críticas de torcedores e organizações de fãs.
O grupo Football Supporters Europe (FSE) chegou a pedir a suspensão das vendas, alegando que os valores tornam o acesso aos estádios inviável para parte do público tradicional do futebol.
Apesar das críticas, a procura pelos ingressos segue elevada. Na primeira rodada da fase de grupos, a ocupação dos estádios variou entre 97% e 99%, com média de 65,5 mil espectadores por partida. O Estádio Azteca, no México, registrou lotação máxima em dois jogos, incluindo a partida de abertura do torneio.
*Da Agência Fonte Exclusiva








