Obras da ponte João Figueiredo reata os laços geográficos entre São João da Barra e São Francisco
O prefeito de São João da Barra, José Amaro de Souza Neco (PMDB), em seu primeiro mês de mandato consumou o sonho de sua cidade e da vizinha São Francisco de Itabapaona. Os laços entre as duas cidades serão reatados pela ponte João Batista Figueiredo, cuja obra será retomada pela Fundação DER em junho, com investimento de R$ 110 milhões.
As obras estavam paralisadas há duas décadas, o que chegou a provocar a divisão do território sanjoanense. São Francisco, antigo sertão, se emancipou de São João da Barra em 1993 em função do seu isolamento geográfico. Para os moradores do antigo sertão chegarem à sede, antes, era preciso passar pela cidade de Campos ou se aventurar em travessia de barcos.
Nos primeiros dias de mandato, Neco saiu à caça nos corredores do Palácio Guanabara. Conseguiu sensibilizar o governador Sérgio Cabral e o vice Luiz Fernando Pezão. A decisão de retomar as obras foi anunciada na última quarta-feira, durante visita do prefeito à sede da Fundação DER. De acordo com o DER, a obra já está em fase de licitação e deve ser retomada em junho.
A notícia empolgou alguns segmentos em São Francisco. Um grupo já lançou uma campanha para reintegração do território a São João da Barra. Desde que a antiga sede se tornou produtora de petróleo, as duas cidades passaram a viver o lema de irmã rica e irmã pobre. São João da Barra tem uma das maiores arrecadações da zona produtora de petróleo, abriga o maior porto da América Latina enquanto que São Francisco amarga um dos piores índices de desenvolvimento humano do Estado do Rio.








