As autoridades sanitárias brasileiras descartaram um novo caso suspeito de Ebola investigado no Rio Grande do Sul.
O paciente, um homem de 64 anos que havia retornado recentemente de Uganda, apresentou sintomas compatíveis com doenças infecciosas e passou por monitoramento médico seguindo os protocolos de vigilância epidemiológica.
Inicialmente atendido em Novo Hamburgo, o homem foi transferido para Porto Alegre durante o processo de investigação. Como medida preventiva, amostras biológicas foram encaminhadas para análise laboratorial na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), referência nacional no diagnóstico de doenças infecciosas.
Os exames confirmaram resultado negativo para o vírus Ebola.
Durante a investigação clínica, os médicos identificaram que o paciente estava infectado pelo parasita Plasmodium falciparum, responsável por uma das formas mais graves de malária. Após a confirmação do diagnóstico, o tratamento específico foi iniciado imediatamente pelas equipes de saúde.
O caso gerou atenção das autoridades por ocorrer em meio ao avanço do surto de Ebola em regiões da África, especialmente na República Democrática do Congo, onde milhares de pessoas seguem sob monitoramento epidemiológico.
Dados divulgados pelas autoridades congolesas apontam quase 700 casos confirmados da doença e ao menos 139 mortes registradas até o momento, cenário que mantém diferentes países em estado de vigilância reforçada para possíveis casos importados.
Na última sexta-feira (12), o governo de São Paulo também descartou dois casos suspeitos envolvendo pacientes que estiveram recentemente em áreas afetadas pelo surto africano.
Segundo as autoridades brasileiras, o país mantém protocolos específicos para identificação rápida de viajantes com sintomas compatíveis com doenças infecciosas de alto risco, incluindo monitoramento em aeroportos, unidades de referência e comunicação direta entre estados e órgãos federais de saúde.
Especialistas reforçam que, apesar da preocupação internacional com o avanço do Ebola na África, o risco de disseminação ampla da doença no Brasil segue considerado baixo, principalmente devido aos mecanismos de vigilância epidemiológica e resposta rápida existentes no sistema de saúde.
*Da Agência Fonte Exclusiva








