A Organização Mundial da Saúde (OMS) manifestou preocupação com as dificuldades enfrentadas no combate ao surto de ebola na República Democrática do Congo (RDC).
Nesta quarta-feira (3), o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que o rastreamento de contatos dos pacientes infectados está muito abaixo do nível considerado necessário para conter a disseminação da doença.
Durante uma coletiva de imprensa realizada após visita ao país africano, Tedros informou que apenas cerca de 45% das pessoas que tiveram contato com casos confirmados estão sendo monitoradas pelas equipes de saúde. Segundo ele, para que a resposta ao surto seja efetiva, esse índice precisa ultrapassar 90%.
De acordo com o diretor-geral da OMS, fatores como insegurança, deslocamentos constantes e alta mobilidade da população têm dificultado significativamente o trabalho das equipes responsáveis pelo monitoramento dos contatos.
A situação preocupa as autoridades sanitárias internacionais, já que o rastreamento eficiente é uma das principais estratégias para interromper a cadeia de transmissão do ebola e evitar novos casos.
Além dos desafios internos enfrentados pela República Democrática do Congo, Tedros criticou as restrições gerais de viagem impostas por alguns países em resposta ao surto.
Segundo ele, essas medidas acabam prejudicando os esforços de contenção da doença ao comprometer o transporte de equipamentos, medicamentos e profissionais de saúde.
O diretor da OMS destacou que as restrições têm afetado as cadeias de suprimentos e dificultado a chegada de recursos essenciais para a resposta emergencial.
A organização também informou que está atuando em conjunto com as autoridades da República Democrática do Congo, de Uganda e dos Emirados Árabes Unidos para ampliar o rastreamento de contatos relacionados a deslocamentos internacionais e reduzir os riscos de propagação da doença para outras regiões.
O ebola é uma doença viral grave, com alta taxa de mortalidade, transmitida pelo contato direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infectados.
O monitoramento de contatos, o isolamento de casos suspeitos e a vacinação de grupos de risco estão entre as principais ferramentas utilizadas para controlar surtos da enfermidade.
A OMS segue acompanhando a evolução do cenário e reforça a importância da cooperação internacional para garantir uma resposta rápida e eficaz diante da emergência sanitária.
*Da Agência Fonte Exclusiva








