A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (3) a Operação Não Fume, uma ampla ação destinada a combater a entrada irregular e a comercialização ilegal de cigarros eletrônicos e convencionais em diversas regiões do Brasil.
A operação mobiliza cerca de 200 agentes federais e ocorre simultaneamente nos estados do Pará, Paraná, Tocantins, Espírito Santo, Santa Catarina, Mato Grosso e Goiás.
Ao todo, estão sendo cumpridos 51 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. A medida tem como objetivo reunir provas e aprofundar as investigações sobre organizações suspeitas de atuar no mercado clandestino de produtos derivados do tabaco.
De acordo com a Polícia Federal, as apurações apontam para a existência de grupos estruturados responsáveis pela internalização, distribuição e comercialização ilegal de cigarros eletrônicos e cigarros convencionais em diferentes partes do país.
Os produtos, segundo os investigadores, eram introduzidos de forma irregular no território nacional e posteriormente distribuídos para pontos de venda em diversos estados.
Os cigarros eletrônicos, conhecidos popularmente como vapes, têm sua comercialização proibida no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Apesar das restrições, o mercado clandestino desses dispositivos continua crescendo, impulsionado principalmente pela venda em redes sociais, aplicativos de mensagens e estabelecimentos comerciais que atuam à margem da legislação.
A Operação Não Fume busca desarticular a cadeia logística utilizada pelos investigados, interrompendo o fluxo de mercadorias ilegais e identificando possíveis financiadores e distribuidores envolvidos no esquema.
Os materiais apreendidos durante as buscas serão analisados e poderão contribuir para a identificação de novos participantes da organização criminosa.
A Polícia Federal informou que as investigações continuam e que outras medidas poderão ser adotadas conforme o avanço das apurações. Os suspeitos poderão responder por crimes relacionados ao contrabando, descaminho, associação criminosa e outros delitos que venham a ser identificados durante o andamento do inquérito.
A operação reforça os esforços das autoridades brasileiras no combate ao comércio ilegal de produtos que, além de causarem prejuízos à arrecadação de impostos, representam riscos à saúde pública devido à falta de controle sobre sua procedência e composição.
*Da Agência Fonte Exclusiva








