Ex-governadora acompanha o marido Anthony Garotinho em prisão domiciliar na cidade de Campos-RJ;
Da redação
Na cidade de Campos dos Goytacazes, acompanhando os desdobramentos da prisão domiciliar do marido Anthony Garotinho, a ex-governadora Rosinha Garotinho fez uma nota de repúdio contra a decisão do juiz de primeira instância Ralph Manhães.
Rosinha definiu a decisão como uma tentativa de calar o marido, autor de denúncias com políticos regionais e membros do poder judiciário. A ex-governadora disse que o mandado de prisão foi cumprido na véspera em que ela e o marido reiterariam denúncias contra o promotor de Justiça Leandro Manhães, que atuou na Operação Chequinho.
“Repudio a prisão dele e a classifico como uma tentativa de calar a sua voz em denúncias sobre famosos políticos e membros do Judiciário”, escreveu a ex-governadora.
“Outro fato que também me causa espanto é que a prisão de hoje acontece logo depois que eu e o Garotinho reiteraríamos denuncias ao Ministério Público contra o promotor Leandro Manhães por seus atos ilícitos. E ainda um dia após o Garotinho ter tido audiência com o ex-presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Luiz Zveiter, em que foi proposta uma reconciliação pelo Zveiter, mas esta não aceita pelo ex-governador. Garotinho disse, na audiência, que irá apelar para o conceito de exceção da verdade, ou seja, irá provar que tudo que ele diz sobre Zveiter é verdade”, diz outro trecho da postagem.
CONDENAÇÃO EM PRIMEIRA INSTÂNCIA
Garotinho chegou a cidade de Campos na tarde desta quarta-feira (13) e já se encontra na residência da família, no bairro da Lapa, na área central. Um grupo concentrou-se em frente à residência para recepciona-lo, mas foram impedidos de se aproximar por agentes da Polícia Federal.
Ele foi condenado pelo juiz Ralph Manhães a 9 anos de prisão em regime domiciliar por suposta compra de votos na eleição do ano passado. Ainda nesta quarta-feira os advogados defesa deverão protocolar pedido de habeas corpus no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Leia abaixo texto completo postado no perfil da ex-governadora no Facebook:
“Isso é imoral”
Foto: Facebook
Não da pra ficar em silencio diante de mais um absurdo praticado contra o meu marido. Repudio a prisão dele e a classifico como uma tentativa de calar a sua voz em denúncias sobre famosos políticos e membros do Judiciário. Também estou perplexa com a “coincidência suspeita” de a prisão ocorrer no mesmo dia do depoimento do ex-presidente Lula, criando ainda mais atenção para a notícia da prisão de Garotinho, assim como a primeira prisão do ex-governador ter ocorrido na véspera da prisão do também ex-governador Sergio Cabral.
Outro fato que também me causa espanto é que a prisão de hoje acontece logo depois que eu e o Garotinho reiteraríamos denuncias ao Ministério Público contra o promotor Leandro Manhães por seus atos ilícitos. E ainda um dia após o Garotinho ter tido audiência com o ex-presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Luiz Zveiter, em que foi proposta uma reconciliação pelo Zveiter, mas esta não aceita pelo ex-governador. Garotinho disse, na audiência, que irá apelar para o conceito de exceção da verdade, ou seja, irá provar que tudo que ele diz sobre Zveiter é verdade.
Ressalto que as acusações contra o Garotinho falam de supostas compra de votos, o que não é verdadeiro. Não há acusação de roubo, propina ou corrupção. A compra de votos, mesmo que fosse provada, não seria motivo de prisão. Afirmo ainda que esse processo nada tem a ver com construtoras ou acusações de outras naturezas, como afirmam alguns veículos de comunicação.
Enquanto os que ele denuncia estão presos por corrupção recebimento de propina, enriquecimento ilícito, conta no exterior, prendem o Garotinho porque da comida aos mais necessitados e devidamente cadastrados na prefeitura.
Faço um apelo às autoridades para que libertem o meu marido por que isso é imoral o que estão fazendo. E permitam que ele volte a trabalhar honestamente como radialista, o que ele faz há mais de 30 anos e que garante o sustento da nossa família.