Condenado na Operação Chequinho a ficar em Campos-RJ, ex-governador não poderá apresentar programa líder de audiência no Rio;
Da redação
O advogado do ex-governador Anthony Garotinho, Carlos Azeredo, disse em entrevista ao Portal VIU! que estará ingressando ainda nesta quarta-feira (13) com pedido de habeas corpus no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) visando o relaxamento da prisão domiciliar do cliente.
O advogado destacou que a sentença do juiz Ralph Manhães, que condena Garotinho a 9 anos de prisão por crime eleitoral e o mantém confinado em domicílio, “visa tão somente inviabilizar suas atividades laborais, tendo em vista que ele trabalha na Rádio Tupi, no Rio de Janeiro. A prisão domiciliar será cumprida em Campos dos Goytacazes-RJ, terra natal do ex-governador.
Garotinho é o primeiro réu no país a ser preso por crime eleitoral. O máximo que a lei prevê nesses casos é a prestação de serviços comunitários ou doação de cestas básicas.
OPERAÇÃO CHEQUINHO
Garotinho é réu em decorrência da Operação Chequinho, que investiga suposta fraude nas eleições municipais de Campos no ano passado com o uso do programa assistencial Cheque Cidadão.
Em novembro, o ex-governador chegou a ser preso preventivamente junto com vereadores do município fluminense, mas obteve habeas corpus do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Na ocasião, a prisão foi decretada pelo juiz Glaucenir Silva de Oliveira, que atuava como juiz substituto na 100ª Zona Eleitoral. Este ano, a 100ª Zona Eleitoral foi extinta pelo TSE.
A sentença é controvertida. Durante o andamento do processo, o ex-governador ficou proibido de visitar a cidade de Campos. Neste período ele passou a apresentar o programa da rádio Tupi e segundo a mais recente pesquisa do Ibope, era líder de audiência no horário de 9h1130min. Agora, a sentença o obriga e permanecer na cidade.
*Agência VIU!








