A busca por uma vaga no ensino superior público ganhará uma nova oportunidade em 2026.
O Ministério da Educação (MEC) anunciou nesta quinta-feira (21) o lançamento do Sisu+, uma etapa complementar do Sistema de Seleção Unificada voltada para preencher vagas que permanecerem disponíveis após o encerramento do processo regular.
A iniciativa foi criada para ampliar o acesso às universidades públicas e otimizar a ocupação de vagas em cursos de graduação no segundo semestre letivo. Diferente de um novo vestibular ou processo independente, o Sisu+ funcionará como uma continuação do Sisu 2026, utilizando a estrutura já existente do programa federal.
O novo formato será destinado às instituições públicas de ensino superior que aderiram ao Sisu tradicional e manifestaram interesse em ofertar vagas remanescentes.
Segundo o MEC, a proposta busca reduzir o número de cadeiras ociosas em universidades e institutos federais, especialmente em cursos com maior índice de desistência.
As inscrições estarão abertas entre os dias 15 e 19 de junho, exclusivamente pela plataforma do Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. Poderão participar estudantes que fizeram o Enem em pelo menos uma das últimas três edições — 2023, 2024 ou 2025 — e que também tenham participado da etapa regular do Sisu 2026.
Após acessar o sistema com a conta Gov.br, o candidato deverá preencher informações pessoais e poderá selecionar até duas opções de curso. O sistema também permitirá visualizar detalhes como instituição, turno, modalidade de concorrência e políticas de ações afirmativas adotadas por cada universidade.
O cronograma prevê a divulgação da chamada regular única em 24 de junho. Já o período para demonstrar interesse na lista de espera acontecerá entre os dias 24 e 26 de junho. As matrículas dos aprovados começam em 25 de junho, conforme as regras definidas por cada instituição.
De acordo com o MEC, o Sisu+ foi pensado para tornar mais ágil o preenchimento de vagas e reduzir custos administrativos das instituições públicas. A medida também poderá beneficiar áreas estratégicas que tradicionalmente registram baixa ocupação, como licenciaturas e engenharias.
O governo federal avalia que a nova etapa poderá democratizar ainda mais o acesso ao ensino superior público, centralizando vagas que antes eram distribuídas em processos seletivos próprios realizados por diferentes universidades do país.
*Da Agência Fonte Exclusiva








