A influenciadora e advogada Deolane Bezerra foi presa nesta quinta-feira (21), em Alphaville, durante uma operação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital, o PCC.
Segundo o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, a investigação aponta que Deolane teria aberto 35 empresas em um mesmo endereço, localizado em Martinópolis, no interior de São Paulo. Para a Promotoria, a estrutura teria sido usada para dificultar o rastreamento de valores e ocultar patrimônio.
O promotor classificou a prática como uma espécie de “pejotização do crime organizado”, ao afirmar que a criação de várias empresas pode funcionar como uma forma de estabelecer camadas financeiras e societárias para dar aparência de legalidade a movimentações suspeitas.
Além das empresas registradas em Martinópolis, a apuração também menciona outras companhias abertas por meio de um contador em endereço de Santa Anastácia. A investigação cita ainda empresas vinculadas a endereços considerados fictícios, incluindo registros em Ribeirão Preto.
A operação cumpre seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão. Deolane é uma das investigadas no caso, que apura a possível utilização de estruturas empresariais para movimentação e ocultação de recursos.
De acordo com a análise financeira citada na investigação, a influenciadora teria recebido depósitos considerados suspeitos entre 2018 e 2021. Os valores teriam sido transferidos de forma fracionada para contas ligadas a ela.
A apuração aponta ainda que parte dos repasses teria sido feita por um homem da Bahia que recebe salário mínimo e é suspeito de atuar como “laranja” no esquema. Somadas, algumas das transferências mencionadas pela investigação chegariam perto de R$ 700 mil.
O caso segue sob investigação, e caberá às autoridades apurar a origem dos recursos, a finalidade das empresas abertas e a eventual participação de cada envolvido no suposto esquema.
*Da Agência Fonte Exclusiva








