A campanha Maio Roxo reforça neste mês a importância da conscientização sobre as doenças inflamatórias intestinais (DIIs), condições crônicas que afetam milhares de pessoas e ainda enfrentam desafios relacionados ao diagnóstico precoce e ao acesso ao tratamento adequado.
A mobilização é promovida pela Sociedade Brasileira de Coloproctologia em parceria com outras instituições de saúde e busca ampliar o debate sobre sintomas, prevenção e qualidade de vida dos pacientes.
As doenças inflamatórias intestinais incluem principalmente a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa, enfermidades que provocam inflamações no sistema digestivo e podem surgir em diferentes fases da vida.
Embora possam atingir qualquer faixa etária, os casos costumam ser mais frequentes entre adultos jovens, entre 20 e 30 anos, e também em pessoas de 60 a 70 anos.
Segundo especialistas, as causas dessas doenças ainda não são completamente definidas, mas fatores imunológicos, genéticos e ambientais estão entre os principais elementos associados ao desenvolvimento dos quadros.
Entre os sinais de alerta mais comuns estão diarreia persistente, dores abdominais, perda de peso, anemia e alterações intestinais prolongadas.
A médica Mariane Savio alerta que muitos sintomas podem passar despercebidos, o que frequentemente leva ao diagnóstico tardio.
De acordo com a especialista, sinais que persistem por mais de quatro semanas devem ser investigados por um profissional de saúde. O acompanhamento médico é considerado essencial para evitar a progressão da doença e reduzir o risco de complicações.
Ela também destaca que o acesso a especialistas permanece como um dos principais desafios enfrentados pelos pacientes, especialmente devido às filas para realização de exames como a colonoscopia.
O diagnóstico das doenças inflamatórias intestinais geralmente envolve exames clínicos, laboratoriais e de imagem. Além da colonoscopia, podem ser utilizados exames como tomografia, ressonância magnética e ultrassonografia, principalmente quando há comprometimento do intestino delgado.
As duas principais doenças apresentam características distintas. A doença de Crohn pode afetar qualquer parte do trato gastrointestinal, da boca ao ânus, atingindo todas as camadas da parede intestinal.
Já a retocolite ulcerativa acomete principalmente o reto e o cólon, concentrando-se na camada mais superficial do intestino. Apesar de alguns tratamentos serem semelhantes, existem medicamentos específicos para cada condição.
O tratamento é disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (Sistema Único de Saúde) por meio de protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas voltadas às doenças inflamatórias intestinais.
Em casos mais graves, pode ser necessária a utilização de bolsa de colostomia, dispositivo utilizado para coleta de fezes e gases.
Especialistas também observam crescimento no número de casos em diferentes partes do mundo, o que tem motivado pesquisas sobre fatores ligados ao estilo de vida.
Estresse, consumo frequente de alimentos ultraprocessados e tabagismo estão entre os possíveis desencadeadores ou agravantes das inflamações intestinais.
Enquanto o acesso a especialistas ainda representa um desafio em diversas regiões do país, a orientação é que pacientes com sintomas persistentes procurem inicialmente atendimento na atenção primária à saúde.
O encaminhamento rápido para diagnóstico e tratamento é considerado fundamental para aumentar a eficácia terapêutica e evitar complicações futuras.
*Da Agência Fonte Exclusiva








