Uma grande mobilização das forças de segurança pública vem ampliando o combate ao crime organizado em diferentes regiões do Brasil.
Coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), a Operação Brasil Contra o Crime Organizado reúne ações integradas entre órgãos estaduais e federais para enfrentar o tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e crimes ambientais.
A ofensiva teve início no dia 11 de maio e seguirá até agosto, com operações simultâneas em áreas estratégicas do território nacional. Nos primeiros dias de atuação, as equipes já registraram apreensões expressivas de entorpecentes, armas e veículos utilizados por organizações criminosas.
Em uma das ações realizadas em Sidrolândia, no Mato Grosso do Sul, agentes do Departamento de Operações de Fronteira interceptaram uma carga com mais de duas toneladas de maconha. O veículo usado para transportar a droga também havia sido furtado anteriormente.
Segundo estimativas das autoridades, a apreensão causou perdas milionárias aos grupos criminosos envolvidos no esquema.
As operações estão sendo realizadas em estados como Bahia, Amazonas, Ceará, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Sergipe e Alagoas, com patrulhamento terrestre, fluvial e monitoramento de inteligência.
O balanço parcial aponta a retirada de mais de 2 mil quilos de drogas de circulação, incluindo cocaína, crack, skunk e outros entorpecentes. Além disso, armas, munições e automóveis foram apreendidos durante as abordagens.
Outro destaque ocorreu na Bahia, onde uma operação interestadual mirou suspeitos de fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro. A Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 103 milhões em ativos financeiros ligados ao grupo investigado.
No Amazonas, uma mulher foi presa após agentes encontrarem aproximadamente 30 quilos de skunk durante fiscalização no Porto de Codajás.
As ações também alcançaram crimes ambientais. Fiscalizações realizadas no Ceará e no Rio Grande do Norte combateram a caça ilegal, o cativeiro irregular de aves silvestres e atividades clandestinas em áreas de mineração.
O governo federal afirma que a estratégia busca fortalecer a cooperação entre estados e União, ampliando o compartilhamento de inteligência e o cerco às facções criminosas que atuam em diferentes regiões do país.
*Da Agência Fonte Exclusiva








