O governo federal pretende ampliar nos próximos meses as operações integradas de combate ao crime organizado em todo o Brasil.
A informação foi confirmada nesta quarta-feira pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, durante entrevista ao programa da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Segundo ele, ações semelhantes à Operação Carbono Oculto, voltada contra integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), devem se tornar mais frequentes dentro da nova estratégia nacional de segurança pública.
O principal objetivo da iniciativa é atingir financeiramente as facções criminosas. Esse é um dos pilares do programa Brasil contra o Crime Organizado, lançado pelo governo federal com previsão de R$ 1 bilhão em investimentos diretos da União, além de R$ 10 bilhões em linhas de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
De acordo com o ministro, a Operação Carbono Oculto passou a ser considerada modelo de integração entre forças de segurança estaduais e federais.
Nesse cenário, as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) terão papel estratégico na ampliação das investigações e ações policiais em diferentes estados.
Wellington César Lima e Silva afirmou que o governo pretende reforçar as operações já conduzidas pelas FICCOs e criar estruturas nacionais voltadas ao enfrentamento de crimes que ultrapassam fronteiras estaduais.
Segundo ele, práticas como lavagem de dinheiro e movimentações financeiras ilegais exigem atuação coordenada entre diferentes órgãos de segurança pública.
O ministro destacou ainda que operações de grande porte dependem de um longo processo de investigação e análise de inteligência antes da execução, mas afirmou que a tendência é de aumento das ações integradas em todo o país.
Outro eixo do programa envolve o fortalecimento do sistema prisional. O governo pretende levar o modelo de segurança máxima utilizado nos presídios federais para 138 unidades prisionais estaduais.
A estratégia busca enfraquecer lideranças criminosas, já que, segundo estimativas do Ministério da Justiça, cerca de 80% dos chefes de facções estão atualmente em presídios estaduais.
Parte dos recursos federais será destinada à aquisição de equipamentos de segurança, como drones de monitoramento, aparelhos de raio-X e bloqueadores de sinal de celular.
A medida busca dificultar a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas que atuam fora das unidades prisionais.
Segundo o ministro, os equipamentos poderão ser enviados aos estados mesmo sem adesão formal imediata ao programa federal.
Apenas os governos interessados em acessar recursos específicos do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS) precisarão cumprir exigências adicionais.
Além do combate às facções e do reforço no sistema prisional, o programa Brasil contra o Crime Organizado também prevê investimentos em ações contra o tráfico de armas e em medidas para aumentar as taxas de esclarecimento de homicídios no país.
*Da Agência Fonte Exclusiva.








