A ministra da Saúde da França, Stéphanie Rist, confirmou nesta segunda-feira que uma das cinco pessoas francesas repatriadas do cruzeiro MV Hondius testou positivo para hantavírus. O anúncio foi feito durante entrevista à rádio France Inter e repercutido pela imprensa local.
Segundo a ministra, a paciente é uma mulher que já apresentava sintomas durante a viagem e teve piora no quadro clínico ao longo da noite após chegar ao país.
Ela foi encaminhada para um hospital especializado em doenças infecciosas, onde permanece internada sob rígidas medidas de proteção para evitar possíveis transmissões.
Stéphanie Rist alertou que os casos mais graves da doença podem representar risco de morte. “Quando a condição de uma pessoa infectada por hantavírus se agrava, sua vida pode correr perigo”, declarou a ministra ao comentar o estado de saúde da paciente.
Os outros quatro franceses que retornaram do cruzeiro testaram negativo para o vírus, mas continuarão hospitalizados em observação por pelo menos 15 dias. Novos exames serão realizados para descartar uma possível infecção tardia.
As autoridades sanitárias francesas também iniciaram uma operação de rastreamento de contatos. Até o momento, 22 pessoas foram identificadas como contatos próximos da paciente infectada. Todas receberam orientação para cumprir quarentena e isolamento preventivo.
De acordo com o Ministério da Saúde francês, existe a suspeita de que a exposição ao vírus possa ter ocorrido durante dois voos realizados em 25 de abril: um trajeto entre a ilha de Santa Helena, território britânico no Atlântico Sul, e Joanesburgo, na África do Sul, e outro entre Joanesburgo e Amsterdã, na Holanda.
O caso aumentou a preocupação das autoridades europeias sobre possíveis desdobramentos do surto associado ao cruzeiro MV Hondius, que já vinha sendo monitorado por órgãos internacionais de saúde após relatos de passageiros com sintomas compatíveis com hantavírus.
*Da Agência Fonte Exclusiva








