A morte de um homem de 46 anos por hantavírus colocou autoridades de saúde de Minas Gerais em estado de atenção neste domingo (10). O caso aconteceu em Carmo do Paranaíba, município localizado na região do Alto Paranaíba.
Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, o paciente teve contato recente com roedores silvestres enquanto trabalhava em uma lavoura de milho. A exposição ao ambiente rural é considerada uma das principais formas de transmissão do vírus, que pode estar presente em secreções deixadas pelos animais.
Os sintomas começaram de forma discreta no início de fevereiro. Inicialmente, o homem relatou dores de cabeça persistentes. Com o passar dos dias, o quadro evoluiu para febre alta, dores musculares intensas, desconforto nas articulações e dores lombares, levando à procura por atendimento médico.
As amostras coletadas foram analisadas pela Fundação Ezequiel Dias, que confirmou a presença de anticorpos compatíveis com infecção por hantavírus. O paciente não resistiu às complicações e morreu poucos dias após o agravamento dos sintomas.
Apesar de rara, a doença preocupa especialistas por sua evolução rápida e pelo alto risco de comprometimento pulmonar. Os primeiros sinais costumam ser confundidos com infecções respiratórias comuns, o que pode dificultar o diagnóstico nos estágios iniciais.
A Secretaria de Saúde reforçou orientações preventivas para moradores de áreas rurais, como evitar contato direto com roedores, manter depósitos e galpões ventilados antes da limpeza e utilizar equipamentos de proteção em ambientes fechados ou com presença de fezes de animais.
Até o momento, este é o único registro de morte causada por hantavírus no Brasil em 2026.
*Da Agência Fonte Exclusiva








