A atenção no trânsito e o respeito às normas de circulação seguem como fatores essenciais para reduzir acidentes e preservar vidas nas cidades e rodovias brasileiras.
Apesar das campanhas educativas e da fiscalização constante, atitudes imprudentes ainda fazem parte da rotina de muitos motoristas, colocando em risco pedestres, ciclistas e outros condutores.
Em meio a esse cenário, exemplos de responsabilidade ajudam a reforçar a importância de comportamentos conscientes no dia a dia.
Com mais de 30 anos de experiência ao volante, o porteiro manobrista Luiz Braz afirma nunca ter se envolvido em acidentes de trânsito. Segundo ele, a prudência é indispensável em qualquer trajeto.
Entre os cuidados adotados pelo profissional estão medidas consideradas básicas, mas fundamentais para a segurança viária, como utilizar o cinto de segurança, sinalizar corretamente mudanças de faixa e manter atenção constante ao comportamento dos demais motoristas.
O debate sobre segurança no trânsito ganha ainda mais destaque durante o Maio Amarelo, movimento internacional de conscientização voltado à redução de acidentes.
Em 2026, a campanha traz o tema “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”, incentivando atitudes baseadas em empatia, respeito e responsabilidade coletiva.
De acordo com o coordenador de educação para o trânsito da Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio de Janeiro, Mauro Ferreira, um dos principais desafios está relacionado ao comportamento individualista adotado por parte da população.
Segundo ele, muitos condutores priorizam apenas os próprios interesses e acabam desrespeitando regras básicas para tentar chegar mais rápido aos destinos.
Entre as infrações mais comuns estão avançar sinais vermelhos, estacionar em locais proibidos e desrespeitar limites de velocidade. Para o especialista, essas atitudes colocam em risco não apenas a vida dos infratores, mas também a segurança de toda a coletividade.
Mauro Ferreira destaca que compreender o trânsito como um espaço compartilhado é essencial para reduzir acidentes. Segundo ele, motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres precisam atuar de forma consciente e colaborativa para tornar as vias mais seguras.
O Maio Amarelo surgiu inspirado na Década de Ação para Segurança no Trânsito, iniciativa lançada pela Organização das Nações Unidas em maio de 2011. O movimento busca mobilizar governos, instituições e sociedade civil em torno da redução de mortes e feridos no trânsito.
Dados recentes mostram a dimensão do problema no Brasil. Informações divulgadas pela Polícia Rodoviária Federal apontam que, em 2025, foram registrados 72.483 acidentes nas rodovias federais do país.
As ocorrências resultaram em 6.044 mortes e mais de 83 mil pessoas feridas. No mesmo período, mais de 10 milhões de infrações de trânsito foram contabilizadas, número superior ao registrado no ano anterior.
Especialistas defendem que a redução desses índices depende da integração entre educação, fiscalização, engenharia de tráfego e conscientização social.
Para Mauro Ferreira, somente a atuação dos órgãos fiscalizadores não é suficiente para mudar o cenário sem a participação ativa da população.
Outro ponto destacado pelo especialista é o princípio da proteção mútua no trânsito. A proposta prevê que veículos maiores tenham responsabilidade redobrada sobre os menores, enquanto motoristas devem priorizar a segurança de ciclistas e pedestres.
A mensagem central do Maio Amarelo reforça que pequenas atitudes podem evitar tragédias. Mais do que cumprir regras, a campanha busca estimular uma mudança de comportamento baseada em respeito, empatia e valorização da vida.
*Da Agência Fonte Exclusiva








