Uma operação da Polícia Civil realizada nesta quinta-feira (7) desarticulou um esquema clandestino de fabricação de linha chilena em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio de Janeiro. A ação terminou com a prisão de dois homens e a apreensão de grande quantidade de materiais utilizados na produção do produto ilegal.
As investigações foram conduzidas pela Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), que identificou o funcionamento da estrutura após troca de informações de inteligência e monitoramento de dados.
De acordo com os agentes, o local operava de forma organizada e abastecia comerciantes e usuários em diferentes regiões do Brasil.
Durante o cumprimento da operação, os policiais encontraram rolos de linha chilena já preparados para venda, além de equipamentos e substâncias usadas na fabricação. O material foi apreendido e encaminhado para perícia.
A linha chilena é considerada ainda mais perigosa que o tradicional cerol. Produzida com componentes altamente abrasivos e resistentes, ela possui grande poder de corte e representa ameaça principalmente para motociclistas, que frequentemente são atingidos na região do pescoço durante o deslocamento.
No estado do Rio de Janeiro, a utilização e comercialização desse tipo de material são proibidas por lei desde 2017. A legislação também veta qualquer substância cortante aplicada em linhas de pipa, incluindo produtos preparados com vidro triturado ou compostos químicos.
Segundo a Polícia Civil, além do risco de acidentes fatais, a linha chilena pode provocar mutilações, danos à rede elétrica e ferimentos em animais. A corporação afirma que o combate à fabricação clandestina tem sido intensificado diante do crescimento das ocorrências.
Os registros relacionados ao uso de cerol e linha chilena aumentaram nos últimos anos.
Em 2025, o estado contabilizou mais de 1,2 mil denúncias, número superior ao dobro do registrado no ano anterior. Já nos primeiros meses de 2026, mais de uma centena de casos já havia sido comunicada às autoridades.
Recentemente, um motociclista de 45 anos morreu após ser atingido por linha chilena em Cascadura, na zona norte do Rio, caso que voltou a acender o alerta sobre os perigos desse material.
A Polícia Civil orienta que denúncias sobre fabricação, venda ou uso de linhas cortantes sejam repassadas às autoridades para auxiliar nas ações de fiscalização e prevenção.
*Da Agência Fonte Exclusiva








