A menos de um mês para o encerramento do prazo, a entrega da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física ainda está abaixo da metade do esperado.
Dados divulgados pela Receita Federal do Brasil mostram que, até às 17h27 deste sábado (2), foram enviadas 18.380.905 declarações, o equivalente a 41,8% do total previsto para este ano.
Para 2026, a expectativa do Fisco é receber cerca de 44 milhões de declarações. Historicamente, o volume de envios cresce significativamente nas últimas semanas, à medida que os contribuintes se aproximam do prazo final.
Entre os documentos já entregues, 70,3% indicam direito à restituição, enquanto 16,9% dos contribuintes terão imposto a pagar. Outros 12,8% não possuem valores a pagar nem a receber.
Em relação às formas de envio, a maior parte das declarações foi preenchida por meio do programa de computador, responsável por 73,7% dos envios.
Já o preenchimento online, disponível na nuvem da Receita, representa 17,4% das entregas, enquanto 8,9% foram feitas pelo aplicativo Meu Imposto de Renda, voltado para smartphones e tablets.
Outro dado relevante é o aumento do uso da declaração pré-preenchida. Segundo a Receita, 60% dos contribuintes optaram por essa modalidade, que disponibiliza uma versão inicial do documento com dados já informados, permitindo apenas a conferência ou correção. O modelo de desconto simplificado foi escolhido por 55,3% dos declarantes.
O prazo para envio da declaração começou em 23 de março e segue até às 23h59min59s do dia 29 de maio. O programa gerador está disponível desde 19 de março.
Quem perder o prazo estará sujeito a multa mínima de R$ 165,74, podendo chegar a 1% ao mês sobre o imposto devido, prevalecendo o maior valor.
Devem declarar o Imposto de Renda pessoas físicas que tiveram rendimentos tributáveis superiores a R$ 35.584 em 2025, além daqueles que registraram receita bruta da atividade rural acima de R$ 177.920.
Por outro lado, contribuintes que receberam até dois salários mínimos mensais no ano passado estão dispensados, salvo se se enquadrarem em outros critérios de obrigatoriedade.
A recomendação da Receita Federal é que os contribuintes não deixem a entrega para a última hora, evitando instabilidades no sistema e possíveis erros no preenchimento.
*Da Agência Fonte Exclusiva








