A discussão sobre a redução da jornada de trabalho e o possível fim da escala 6×1 voltou ao centro do debate neste 1º de Maio, Dia do Trabalhador.
A pauta tem ganhado espaço no Congresso Nacional e entre diferentes categorias profissionais, que defendem mudanças na organização das horas trabalhadas como forma de melhorar a qualidade de vida.
Entre as principais reivindicações está a ampliação do tempo de descanso semanal, com a possibilidade de um segundo dia livre.
Trabalhadores apontam que a mudança permitiria mais tempo para convívio familiar, lazer, cuidados pessoais e até pequenas viagens, hoje dificultadas pela rotina atual.
No Rio de Janeiro, a balconista de farmácia Darlen da Silva relata que, após mais de dez anos na escala 6×1, o único dia de folga costuma ser ocupado por tarefas domésticas. Segundo ela, a sensação de descanso real é rara, o que impacta até o desempenho no trabalho. O tema, afirma, já é comum entre colegas de profissão.
Situação semelhante é descrita pelo garçom Alisson dos Santos. Ele afirma que o dia de folga geralmente é usado para resolver pendências familiares e domésticas, o que impede momentos de descanso efetivo. Para ele, uma mudança na escala permitiria melhor organização da rotina e mais qualidade de vida.
Em São Luís, a cabeleireira Izabelle Nunes também apoia a proposta e avalia que dois dias de descanso seriam mais adequados para equilibrar trabalho, estudos e vida pessoal.
Já a professora Karine Fernandes destaca que o debate é relevante inclusive para quem não trabalha na escala 6×1, devido ao impacto geral na convivência familiar e no bem-estar.
No Congresso Nacional, diferentes propostas tratam do tema. Algumas sugerem a redução gradual da jornada semanal de 44 para 36 horas, enquanto outras defendem a adoção de uma semana com quatro dias de trabalho. Há ainda projetos que propõem a redução para 40 horas semanais e o fim da escala 6×1.
O debate segue em andamento e deve avançar nas próximas semanas, envolvendo parlamentares, governo e representantes de diversos setores da economia, enquanto trabalhadores continuam pressionando por mudanças no modelo atual de trabalho.
*Da Agência Fonte Exclusiva








