A substituição do antigo Registro Geral (RG) pela nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) avança em ritmo acelerado no Brasil e já alcança milhões de cidadãos.
De acordo com dados do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, cerca de 51 milhões de brasileiros já emitiram o novo documento, que utiliza o Cadastro de Pessoa Física (CPF) como número único de identificação em todo o país.
Entre os estados, o Piauí se destaca proporcionalmente na implementação da CIN. Mais de 2 milhões de moradores já possuem o documento, o que representa mais de 60% da população local. O resultado foi divulgado em parceria com a Secretaria de Segurança Pública do Estado.
Um dos fatores que contribuíram para o desempenho foi a ampliação da rede de atendimento.
O estado conta com mais de 200 pontos de emissão distribuídos em 197 municípios, além de sete centrais responsáveis pela produção da versão impressa. Com essa estrutura, o prazo de entrega varia entre três e cinco dias úteis.
Outros estados também apresentam avanços relevantes na adoção do novo modelo, como Sergipe, Acre e Alagoas, que registram percentuais significativos de emissão da nova identidade.
A Carteira de Identidade Nacional tem como objetivo unificar a identificação civil no Brasil, simplificar o acesso a serviços públicos e reduzir fraudes.
Outro diferencial é a versão digital, disponível no aplicativo gov.br, que pode ser ativada após a emissão da versão física.
Na versão digital, é possível integrar outros documentos, como título de eleitor, carteira de habilitação, certificado militar, número do PIS/Pasep e carteira de trabalho, ampliando a funcionalidade do sistema.
A emissão da primeira via da CIN é gratuita. O cidadão deve acessar o portal de agendamento do órgão responsável, escolher o estado e marcar atendimento presencial para coleta de biometria e validação de dados.
Entre os documentos exigidos estão certidão de nascimento ou casamento atualizada, comprovante de residência e CPF.
A nova identidade já tem validade em todo o território nacional e também pode ser utilizada em países do Mercosul para fins de identificação, embora não substitua o passaporte em viagens internacionais.
*Da Agência Fonte Exclusiva








