O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cancelou neste sábado (25) a viagem de seus representantes Steve Witkoff e Jared Kushner ao Paquistão, onde aconteceria uma nova tentativa de diálogo indireto com o Irã. A decisão ocorreu poucas horas antes do embarque e gerou forte repercussão internacional.
Segundo Trump, não havia motivo para realizar uma longa viagem sem garantias de progresso. Em declaração divulgada pela imprensa americana, o presidente afirmou que seus enviados não fariam mais “voos de 18 horas para ficar sentados falando de nada” e acrescentou que os iranianos podem procurar os Estados Unidos quando desejarem.
Na sexta-feira (24), a Casa Branca havia informado que Witkoff e Kushner seguiriam para Islamabad, capital paquistanesa, para participar de conversas envolvendo representantes iranianos. O encontro era tratado como nova tentativa de destravar negociações que seguem sem consenso nas últimas semanas.
Irã evita confirmar reunião direta
Apesar do anúncio americano, o governo iraniano não confirmou oficialmente uma reunião direta com os representantes dos Estados Unidos. Autoridades de Teerã indicaram que a visita ao Paquistão fazia parte de uma agenda diplomática regional, sem compromisso público de encontro bilateral com Washington.
O chanceler iraniano Abbas Araghchi deixou Islamabad neste sábado após reuniões com lideranças paquistanesas. A saída ocorreu antes da chegada da delegação americana, o que enfraqueceu a expectativa de avanço imediato.
Paquistão tenta papel de mediador
Nos últimos meses, o Paquistão passou a atuar como intermediário entre os dois países, buscando reduzir tensões e abrir canais diplomáticos. Islamabad tenta ampliar sua relevância internacional ao mediar um dos conflitos mais sensíveis da atualidade.
A suspensão da viagem aumenta as incertezas sobre estabilidade no Oriente Médio e mantém atenção redobrada sobre o mercado de petróleo, comércio marítimo e segurança internacional. Qualquer deterioração entre Washington e Teerã pode gerar reflexos imediatos na economia mundial.
Analistas avaliam que o gesto de Trump também funciona como instrumento de pressão política, sinalizando que os Estados Unidos só aceitarão continuar negociando diante de propostas consideradas concretas.
*Da Agência Fonte Exclusiva








