O Ministério da Saúde emitiu um alerta sobre o risco de reintrodução e disseminação do sarampo no Brasil em função do aumento da circulação de viajantes durante a Copa do Mundo 2026. O torneio será realizado nos Estados Unidos, Canadá e México — países que atualmente enfrentam surtos ativos da doença.
De acordo com a nota técnica divulgada pela pasta, o cenário nas Américas é considerado preocupante, com crescimento no número de casos e circulação contínua do vírus em diferentes regiões. A combinação entre surtos ativos e o grande fluxo internacional de pessoas eleva o risco de que o sarampo volte a circular no Brasil, especialmente com o retorno de viajantes infectados ou a chegada de estrangeiros contaminados.
O Ministério da Saúde reforça que a vacinação é a principal forma de prevenção. A recomendação é que pessoas que pretendem viajar verifiquem a caderneta de vacinação e garantam a imunização com antecedência mínima de 15 dias antes do embarque, para assegurar a proteção adequada.
Além disso, a orientação é manter atenção após o retorno ao país. Em caso de sintomas como febre e manchas vermelhas pelo corpo, a recomendação é procurar atendimento médico imediato e informar o histórico de viagem.
O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida por gotículas respiratórias, e pode se espalhar rapidamente em ambientes com grande concentração de pessoas — como eventos internacionais de grande porte. Segundo dados apresentados pelo Ministério, foram registrados mais de 248 mil casos da doença no mundo em 2025, evidenciando que a circulação do vírus ainda representa uma ameaça global.
Na região das Américas, houve aumento expressivo dos casos nos últimos anos. O Canadá, por exemplo, perdeu o status de país livre da doença após registrar milhares de infecções. Situação semelhante foi observada no México e nos Estados Unidos, que também apresentam transmissão ativa.
Apesar desse cenário, o Brasil mantém, desde 2024, o status de país livre da circulação endêmica do sarampo. Ainda assim, autoridades alertam que a cobertura vacinal precisa ser ampliada, especialmente para a segunda dose, que ainda está abaixo da meta ideal.
Dados do Ministério mostram que a grande maioria dos casos confirmados no país ocorreu em pessoas não vacinadas, o que reforça a importância da imunização como barreira contra a doença.
Especialistas apontam que o risco de reintrodução é real, principalmente diante da mobilidade internacional intensa. Por isso, além da vacinação, o fortalecimento da vigilância epidemiológica e a rápida identificação de casos suspeitos são considerados fundamentais para evitar novos surtos no país.
*Da Agência Fonte Exclusiva








