O diretor Dan Reed, responsável pelo documentário Leaving Neverland, voltou a gerar controvérsia ao comentar o legado do cantor Michael Jackson. Em entrevista ao The Hollywood Reporter, o cineasta afirmou que o artista “era pior que” Jeffrey Epstein, declaração que repercutiu amplamente.
Durante a conversa, Reed também criticou a forma como a história de Michael Jackson tem sido retratada em produções recentes. Ele citou a cinebiografia dirigida por Antoine Fuqua e questionou a ausência de referências às acusações de abuso sexual infantil feitas contra o cantor ao longo dos anos.
Segundo o diretor, há um movimento na indústria do entretenimento para minimizar ou ignorar essas controvérsias em projetos de grande alcance. Na avaliação dele, produções mais comerciais acabam priorizando aspectos positivos da carreira do artista, deixando de lado temas considerados sensíveis.
Reed também comentou a retirada de seu documentário do catálogo da HBO. De acordo com o cineasta, a decisão estaria relacionada a um acordo judicial envolvendo o espólio de Michael Jackson, baseado em um contrato firmado em 1992 que inclui cláusulas de não difamação.
O diretor criticou essa interpretação e afirmou que a medida limitou a exibição do conteúdo. Ainda assim, ele destacou que os direitos de distribuição do documentário são temporários e que há possibilidade de o filme voltar a ser disponibilizado no futuro.
As declarações reacendem o debate em torno da figura de Michael Jackson, cuja trajetória artística continua sendo amplamente reconhecida, ao mesmo tempo em que permanece marcada por acusações e disputas judiciais que seguem dividindo opiniões.
*Da Agência Fonte Exclusiva








