O ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e ex-deputado federal Alexandre Ramagem voltou ao centro do debate político após divulgar um vídeo nas redes sociais comentando sua recente detenção nos Estados Unidos. Na gravação, ele afirmou que permanece legalmente no país e negou qualquer tentativa de ocultar seu paradeiro.
Ramagem havia sido retido por agentes de imigração norte-americanos na Flórida e liberado dias depois. O caso ganhou repercussão no Brasil por envolver um nome ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro e por levantar questionamentos sobre eventual cooperação entre autoridades brasileiras e americanas.
Segundo Ramagem, sua entrada nos Estados Unidos ocorreu de forma regular, com documentação válida. Ele declarou ainda que apresentou pedido de asilo político, medida que, de acordo com sua versão, garante permanência legal enquanto o processo é analisado pelos órgãos competentes.
No vídeo, o ex-parlamentar afirmou que sua liberação ocorreu por decisão administrativa, sem necessidade de pagamento de fiança ou apresentação imediata à Justiça migratória. Até o momento, autoridades americanas não detalharam oficialmente os fundamentos da custódia nem o atual andamento do caso.
Ramagem também aproveitou a manifestação pública para agradecer aliados políticos e pessoas próximas que, segundo ele, atuaram durante o período em que esteve detido. Entre os nomes citados estão apoiadores ligados ao bolsonarismo que vivem no exterior.
Em tom duro, ele direcionou críticas à Polícia Federal e ao diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues. Ramagem acusou setores da instituição de perseguição política e contestou declarações sobre colaboração internacional envolvendo sua situação.
O episódio reacende a polarização política brasileira e amplia a repercussão internacional de casos envolvendo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. O desfecho dependerá de eventuais decisões migratórias nos Estados Unidos e também de possíveis desdobramentos judiciais no Brasil.
*Da Agência Fonte Exclusiva







