Um novo medicamento oral desenvolvido pela Johnson & Johnson apresentou resultados promissores no tratamento da psoríase em placas moderada a grave, segundo dados divulgados durante a Reunião Anual de 2026 da American Academy of Dermatology, realizada em Denver, nos Estados Unidos.
O medicamento icotrokinra, comercializado como Icotyde, demonstrou capacidade de manter melhora significativa nas lesões cutâneas ao longo de um ano de tratamento. O fármaco foi aprovado pela Food and Drug Administration em 18 de março e é considerado o primeiro peptídeo oral direcionado à via imunológica IL-23, um dos principais mecanismos associados à inflamação característica da psoríase.
Os resultados fazem parte do programa clínico de Fase 3 ICONIC, conduzido em parceria com a Protagonist Therapeutics. Entre os adolescentes participantes, quase 60% apresentaram pele completamente limpa após um ano de tratamento, enquanto 86% alcançaram o índice PASI 90, considerado um indicador de melhora quase total das lesões cutâneas.
Os dados também apontaram que 92% dos pacientes que responderam ao tratamento mantiveram os resultados positivos entre a 24ª e a 52ª semana. Em adultos, o medicamento demonstrou eficácia semelhante, com melhora sustentada sem novos sinais relevantes de segurança.
Avanço nas terapias orais
Os resultados reforçam uma tendência de desenvolvimento de tratamentos mais específicos para doenças inflamatórias da pele. A psoríase é uma condição crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e pode causar impacto significativo na qualidade de vida, incluindo sintomas como inflamação, descamação da pele e desconforto físico.
Especialistas destacam que a possibilidade de utilizar um comprimido oral eficaz pode representar uma alternativa importante para pacientes que não respondem adequadamente a terapias tradicionais ou que buscam opções mais práticas de tratamento.
Outras empresas farmacêuticas também apresentaram resultados relevantes durante o congresso. A UCB divulgou dados sobre o medicamento bimekizumabe, comercializado como Bimzelx, que demonstrou manutenção do clareamento da pele por vários anos de acompanhamento. Já a Takeda apresentou resultados positivos para o zasocitinibe, outro medicamento oral em estudo para psoríase.
Impacto para pacientes
A ampliação das opções terapêuticas é vista por especialistas como um avanço importante, já que o tratamento da psoríase frequentemente exige ajustes ao longo do tempo até que o paciente encontre a abordagem mais adequada.
A expectativa é que novos medicamentos direcionados a mecanismos específicos do sistema imunológico possam oferecer maior eficácia e segurança, além de facilitar a adesão ao tratamento.
Pesquisadores destacam que a escolha da terapia ideal deve considerar fatores como resposta clínica, perfil de segurança e adaptação à rotina do paciente, reforçando a importância do acompanhamento médico especializado.
*Da Agência Fonte Exclusiva








