A intensificação do conflito no Oriente Médio tem provocado uma escalada expressiva de ataques, com milhares de ofensivas registradas desde o fim de fevereiro.
Levantamento divulgado pelo jornal Financial Times, com base em dados de ministérios da Defesa locais, aponta que mais de 3,8 mil ações militares iranianas — envolvendo drones e mísseis — atingiram países da região.
Os Emirados Árabes Unidos lideram o número de ataques, com mais de 1.600 investidas de drones e centenas de mísseis balísticos. Outros países atingidos incluem Kuwait, Arábia Saudita, Bahrein, Catar e Omã.
A atual onda de retaliações começou após bombardeios de Estados Unidos e Israel contra alvos estratégicos iranianos, incluindo instalações energéticas como o campo de gás de South Pars e a unidade de processamento de Asaluyeh. Em resposta, o Irã passou a atingir refinarias e terminais de exportação na região, ampliando o conflito.
O confronto teve início em 28 de fevereiro, quando forças norte-americanas e israelenses lançaram ofensiva conjunta em Teerã. Durante os ataques, o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, foi morto, junto a outras autoridades de alto escalão, desencadeando sucessivas retaliações com mísseis balísticos contra bases militares norte-americanas e Israel.
O impacto humano é significativo: mais de 1.300 pessoas morreram no Irã desde o início das hostilidades.
A escalada militar gerou críticas internacionais, incluindo manifestações dos chanceleres da Rússia, Sergey Lavrov, e da China, Wang Yi, que consideraram os ataques iranianos inaceitáveis diante das negociações diplomáticas em andamento.
O cenário segue instável, com risco de ampliação do conflito e impacto direto na segurança energética global, já que a região concentra algumas das principais rotas e reservas de petróleo e gás do mundo.
*Da Agência Fonte Exclusiva








