O Brasil se mantém em alerta diante da intensificação do conflito no Oriente Médio. Em entrevista à GloboNews nesta segunda-feira (2), Celso Amorim, assessor especial da Presidência e ex-chanceler, classificou como inaceitável a morte de líderes estrangeiros em exercício e destacou a necessidade de preparar o país para possíveis consequências.
“Ninguém é juiz do mundo. Matar um líder de um país, que está em exercício, é condenável e inaceitável. Devemos nos preparar para o pior”, afirmou Amorim.
O assessor especial ressaltou o risco de expansão regional do conflito, que já provocou centenas de mortes e resultou no fechamento do Estreito de Ormuz. Segundo Amorim, ele discutirá a situação por telefone com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda hoje.
A diplomacia brasileira também analisa os possíveis impactos da crise na agenda oficial do presidente Lula, incluindo a reunião com o presidente norte-americano Donald Trump, prevista entre os dias 15 e 17 de março em Washington, cuja data ainda não foi confirmada.
Em nota divulgada no dia 28 de fevereiro, o Itamaraty afirmou que a escalada militar representa ameaça à paz e pediu o fim imediato das ações militares na região. O governo brasileiro também manifestou solidariedade aos países afetados pelos ataques no Golfo.
*Da Agência Fonte Exclusiva








