A mudança no calendário religioso reflete diretamente no consumo alimentar e na movimentação econômica do setor gastronômico no Brasil.
Com o início da Quaresma, período que antecede a Páscoa, o pescado se torna protagonista nas mesas dos brasileiros, impactando bares, restaurantes e feiras em todo o país.
Segundo dados da Associação Brasileira de Fomento ao Pescado (Abrapes), o consumo de peixe aumenta, em média, 20% em estabelecimentos de alimentação durante a Quaresma.
A substituição da carne vermelha por pescado, motivada por tradições religiosas, explica o crescimento da demanda e fortalece toda a cadeia produtiva.
Para José Eduardo Camargo, da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, a versatilidade do pescado é um dos principais atrativos.
O alimento permite desde refeições simples e acessíveis até pratos sofisticados, com opções que incluem espécies nacionais de água doce e salgada, além de itens importados como salmão e bacalhau, que agregam variedade e valor aos cardápios.
O impacto é sentido em diferentes regiões. No Amazonas, feiras tradicionais como a Manaus Moderna registram aumento expressivo nas vendas de espécies típicas, como o tambaqui.
No Pará, onde o consumo de pescado já é consolidado, o período reforça um movimento constante ao longo do ano.
No Sudeste, dados da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo indicam que, durante a Páscoa de 2025, foram comercializadas mais de 5 mil toneladas de pescado, com faturamento superior a R$ 71 milhões — alta de 52% em relação à média dos meses anteriores, mostrando a importância sazonal da data para o setor.
Entre tradição, estratégia comercial e diversidade de oferta, a Quaresma mantém-se como um dos períodos mais relevantes para o mercado de pescados, movimentando produtores, distribuidores e estabelecimentos de alimentação em todo o país.
*Da Agência: Fonte Exclusiva








