Instituições deixarão de receber o documento sem registro a partir de novembro;
Da redação
O Conselho Federal de Administração (CFA) realizou nesta quarta-feira (23) em Brasília uma manifestação contra o fim dos boletos sem registros.
A iniciativa visa chamar a atenção da população para o impacto das cobranças indevidas de boletos por parte dos bancos.
O ato estava previsto para acontecer na Esplanada dos Ministérios, mas foi proibido pela Polícia Militar (PM), que impediu que um boneco de uma raposa fosse inflado – representando os banqueiros, que estariam enriquecendo às custas da população, com a cobrança de mais taxas.
A manifestação se concentrou na frente da sede do CFA, no Setor de Autarquias Sul.
IMPACTO ECONÔMICO
De acordo com cronograma divulgado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o boleto sem registro deixará de existir até o final do ano.
No novo formato, os bancos não cobrarão apenas pela emissão do boleto, mas também outras taxas, como a alteração ou o cancelamento dos boletos gerados.
De acordo com o CFA, a medida causará grande impacto econômico.
“Se já não bastasse a alta carga tributária, os empresários, principalmente os do segmento das micro e pequenas empresas, terão que se adaptar e migrar para uma carteira de cobrança muito mais onerosa”, disse o presidente do CFA, Wagner Siqueira.
Segundo a Febraban, a Nova Plataforma de Cobrança (NPC) – sistema para os boletos de pagamento, em implantação – foi desenvolvida em parceria com a rede bancária e visa a comodidade e segurança para os consumidores.
Ainda de acordo com a Febraban, os boletos não registrados não estão proibidos, mas sim restritos aos bancos que aceitem seu pagamento, mediante negociação com o emissor.
*Agência VIU!








