O Parlamento Europeu determinou a desativação das funcionalidades de inteligência artificial instaladas nos tablets fornecidos aos eurodeputados após alertas relacionados à segurança digital e à proteção de informações sensíveis. A decisão foi divulgada na segunda-feira (16) e segue orientações de equipes especializadas em cibersegurança.
A medida atinge ferramentas como assistentes de escrita, sistemas de geração automática de resumos e outros recursos baseados em IA incorporados aos dispositivos institucionais. Avaliações técnicas apontaram a possibilidade de que conteúdos confidenciais fossem transmitidos para serviços externos de computação em nuvem, o que levou a instituição a adotar uma postura preventiva.
De acordo com o Parlamento, ainda está em andamento uma análise detalhada para determinar o alcance do eventual compartilhamento de dados com fornecedores tecnológicos. Até que haja garantias consideradas suficientes sobre a integridade e a confidencialidade das informações, as funcionalidades permanecerão desativadas.
Em comunicação enviada por e-mail aos parlamentares, a instituição também recomendou cautela no uso de ferramentas semelhantes em dispositivos pessoais, destacando que não possui o mesmo nível de controle de segurança sobre equipamentos privados utilizados pelos deputados.
A decisão reflete a crescente preocupação de governos e organizações internacionais com o uso de inteligência artificial em ambientes que lidam com dados sensíveis, especialmente diante da dependência de infraestruturas externas de armazenamento e processamento de informações.
*Da Agência Fonte Exclusiva








