A partir de janeiro de 2026, a fibromialgia passa a ser oficialmente reconhecida como condição que pode ser enquadrada como deficiência no Brasil, por meio da chamada Lei de Gaga. A medida amplia direitos e promove inclusão social para milhões de pessoas que convivem com a dor crônica.
Com a nova legislação, indivíduos diagnosticados com fibromialgia poderão acessar benefícios previdenciários e assistenciais, cotas de emprego e isenções fiscais, semelhantes aos garantidos a outras pessoas com deficiência.
No entanto, o reconhecimento não será automático. Será necessário apresentar laudo médico e passar por avaliação biopsicossocial realizada por equipe multiprofissional, que analisará os aspectos biológicos, psicológicos e sociais da doença.
Também será preciso comprovar que a condição impacta significativamente atividades do dia a dia, como trabalho, locomoção e autocuidado, além de atender aos requisitos da Previdência Social.
O presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia, José Eduardo Martinez, explica os principais sinais da fibromialgia:
“A fibromialgia se caracteriza por dor generalizada em todo o corpo, mesmo em áreas sem lesão ou inflamação. Está associada a cansaço fácil, fadiga, sono não reparador e alterações cognitivas, como dificuldade de memória e atenção.”
Martinez ressalta ainda que a doença afeta a rotina e a qualidade de vida do paciente:
“É uma condição crônica que varia em intensidade. Não se fala em cura, mas sim em remissão e na busca por qualidade de vida. O tratamento inclui medicamentos e exercícios físicos adaptados, que ajudam a reduzir a dor a médio e longo prazo.”
A cantora Lady Gaga é um dos exemplos mais conhecidos na luta contra a fibromialgia. Desde 2017, ela compartilha publicamente sua experiência, mostrando como a doença impacta a rotina, limitações físicas e desempenho profissional.
A artista chegou a cancelar apresentações, incluindo uma no Rock in Rio, contribuindo para conscientizar a sociedade sobre a gravidade da fibromialgia e combater o estigma da chamada “dor invisível”.
Da Agência Fonte Exclusiva








