O Ibovespa iniciou a semana em alta e ficou próximo de recuperar, no fechamento, o patamar dos 162 mil pontos. O principal índice da B3 avançou 0,83% nesta segunda-feira, encerrando aos 161.869,76 pontos. No acumulado das duas primeiras sessões de 2026, a valorização chega a 0,46%. O volume financeiro movimentado foi de R$ 22,5 bilhões.
Mesmo com o desempenho negativo das ações da Petrobras, que recuaram na contramão da alta do petróleo em Londres e Nova York, o índice encontrou sustentação no avanço de Vale ON, que subiu 1,02%, além do forte desempenho do setor financeiro.
Entre os bancos, os papéis do Bradesco se destacaram, com alta de 3,39% nas ações ordinárias e de 4,23% nas preferenciais, que fecharam na máxima do dia. Itaú PN também teve desempenho positivo, com ganho de 1,46%.
Na ponta positiva do Ibovespa, as ações de construtoras lideraram os ganhos, impulsionadas por expectativas favoráveis para o setor. MRV avançou 6,09%, Cyrela subiu 5,47% e Direcional teve alta de 5,14%. Já entre as maiores quedas ficaram C&A, com recuo expressivo de 15,71%, Brava, que caiu 5,76%, e Lojas Renner, em baixa de 2,99%.
Segundo analistas, o fraco desempenho da Petrobras reflete preocupações com o cenário geopolítico envolvendo a Venezuela. A possibilidade de reabertura do país para empresas americanas pode aumentar a oferta regional de petróleo e pressionar o setor no Brasil.
Especialistas avaliam, no entanto, que os efeitos diretos da transição política venezuelana sobre o mercado acionário brasileiro tendem a ser limitados no curto prazo. O Brasil, por ser uma economia mais diversificada e ter a China como principal parceiro comercial, estaria em posição mais favorável do que outros países da América Latina.
*Da Agência Fonte Exclusiva








