Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em parceria com o Instituto Vital Brazil, desenvolveram uma técnica inovadora que promete revolucionar a produção de soros antiveneno no Brasil.
O método utiliza alta pressão hidrostática para tratar venenos de animais peçonhentos, como cobras e escorpiões, antes da imunização dos cavalos responsáveis pela geração dos anticorpos.
A técnica mantém a capacidade imunológica do veneno, mas reduz significativamente sua toxicidade, protegendo a saúde dos cavalos durante o processo. Tradicionalmente, os animais recebiam venenos ativos, com riscos de efeitos adversos graves.
Com a pressurização, o procedimento se torna mais seguro sem comprometer a resposta imunológica.
Além da segurança, a inovação aumenta a eficácia do soro produzido. Estudos mostraram que cavalos imunizados com venenos tratados sob alta pressão desenvolveram anticorpos mais potentes, capazes de neutralizar toxinas de diferentes espécies.
Testes com o veneno da serpente Bothrops jararacussu demonstraram resposta imunológica mais intensa e soro de maior eficiência, sem efeitos adversos nos animais.
A produção de soros enfrenta atualmente desafios de segurança e eficácia, especialmente considerando a diversidade de espécies peçonhentas no Brasil. A nova técnica oferece uma alternativa moderna que beneficia tanto os cavalos quanto os pacientes que dependem desses soros para sobreviver após acidentes.
Especialistas destacam o potencial do método para transformar a fabricação de antivenenos, principalmente em países tropicais com alta incidência de envenenamentos. Ao combinar proteção animal, maior eficácia dos soros e impacto positivo na saúde pública, a iniciativa da UFRJ e do Instituto Vital Brazil pode salvar milhares de vidas.
*Da Agência Fonte Exclusiva








