Com saraus, mostras e exposições, evento literário teve uma semana de programação em homenagem a Jorge Amado;
Da redação
Dois grandes eventos dos universos das letras e das tecnologias foram encerrados neste domingo (13) em Salvador com sucesso de público e movimento: a primeira edição da Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô) e a Campus Party (matéria na editoria Tecnologia & Inovação), evento de destaque mundial na área de tecnologia e informática.
Com saraus, mostras e exposições, a Flipelô teve cinco dias de evento em homenagem ao escritor baiano Jorge Amado, que faria 105 anos na última quinta-feira (10).
Entre os casarões coloniais do Centro Histórico de Salvador, no Largo do Pelourinho, em frente à sede da Fundação Casa de Jorge Amado, um colorido letreiro com o nome #FLIPELÔ foi cenário de fotos de turistas e participantes da Festa Literária.
Foram mais de 200 convidados em 60 atividades como mesas de debates, saraus, contação de estórias, exposições e espetáculos de dança e música.
MULHERES NEGRAS E A LITERATURA
Para a professora de Língua Portuguesa, Carolina Almeida, destacou a festa literária, a leitura e a integração das vertentes culturais como elementos fundamentais para a construção do conhecimento e a inserção social.
“Com esse evento, constrói-se a cultura do livro, que a gente não tinha, achei essa ideia bem legal para Salvador. As obras de Jorge Amado são tão importantes que, naturalmente, serão levadas para a eternidade”, comentou.
Durante estes cinco dias, passaram pela Flipelô importantes nomes da literatura, como Pasquale Cipro Neto, Talita Rebouças, Antônio Torres e Alexandra Lucas Coelho; a biógrafa de Jorge Amado, Josélia Aguiar; e a escritora mineira Conceição Evaristo, que participou de uma mesa sobre a resistência das mulheres negras, sobretudo na literatura.
Conceição Evaristo foi o destaque da Flipelô, na opinião da estudante de Letras Joelma Conceição, por abordar a invisibilidade da mulher negra na sociedade.
“Ela é um exemplo. Venho do trabalho doméstico, assim como ela, não me sentia inserida na sociedade, não me enxergava representada. Hoje, essa voz negra que dá voz a outras mulheres negras é uma coisa incrível, na qual me espelho muito”, comentou a universitária, de 39 anos.
*Agência VIU! com EBC








