Na última sexta-feira (5), milhares de jovens tomaram as ruas de mais de 90 cidades alemãs, incluindo Berlim, Hamburgo, Munique e Colônia, em protesto contra a recente modernização do serviço militar aprovada pelo Parlamento, o Bundestag. Organizada pela campanha “Greve Escolar Contra o Serviço Militar Obrigatório”, a mobilização reuniu, segundo os organizadores, mais de 50 mil participantes.
A proposta aprovada pelo Bundestag prevê uma reformulação voluntária do serviço militar, mas inclui o envio, a partir de 2026, de um questionário a todos os homens e mulheres de 18 anos para avaliar motivação e aptidão. Apesar de o questionário ser enviado a ambos os sexos, apenas os homens terão obrigação de respondê-lo. O treinamento militar previsto terá duração mínima de seis meses, e o Parlamento alertou que, caso as metas de recrutamento não sejam atingidas, o serviço militar obrigatório poderá ser reativado por meio de nova legislação.
Durante os protestos, os estudantes deixaram claro que rejeitam a ideia de passar meses “aprendendo a matar” e reforçaram que não desejam arriscar suas vidas em conflitos armados. “Não queremos ser aptos para a guerra, queremos ser aptos para a paz”, afirmaram em palavras de ordem entoadas nas ruas.
A campanha enfatizou que a mobilização vai além dos questionários obrigatórios: os jovens estão dispostos a resistir a qualquer forma de alistamento compulsório. O movimento reflete a crescente resistência da juventude alemã a políticas que ampliem o treinamento militar, demonstrando um engajamento político pautado pelo compromisso com a paz.
*Da Agência Fonte Exclusiva








