A morte de Matthew Perry, conhecido mundialmente por interpretar Chandler Bing na série Friends, ganhou um desdobramento judicial mais de dois anos após o ocorrido. O médico Salvador Plasencia foi considerado culpado por fornecer cetamina ao ator e foi condenado a 30 meses de prisão federal nos Estados Unidos. A substância, embora usada como sedativo, pode causar dependência e problemas de memória, representando risco elevado para quem possui histórico de abuso de drogas.
Plasencia é apontado como o principal responsável entre cinco pessoas acusadas de facilitar o acesso do ator à droga. Durante o julgamento, mensagens enviadas pelo médico a Perry foram apresentadas como prova, nas quais ele o xingava e demonstrava interesse em extorqui-lo em troca de substâncias. O juiz responsável pelo caso afirmou que Plasencia era “o maior culpado” pela morte do ator.
A família de Matthew comemorou a sentença. Suzanne Morrison, mãe do ator, afirmou que o médico falhou em seu dever de proteger a vida do paciente. Em seu depoimento, Plasencia demonstrou arrependimento: “Eu falhei miseravelmente. Não há desculpas. Eu não posso desfazer o que está feito. Eu sei disso. Eu deveria tê-lo protegido, como sua mãe disse. Eu só sinto muito”.
Outras quatro pessoas, incluindo outro médico, a assistente de Perry e dois fornecedores de cetamina, também foram responsabilizadas, mas ainda não receberam sentença.
Matthew Perry enfrentava longa batalha contra dependência química e depressão, detalhadas em sua autobiografia Amigos, Amores e Aquela Coisa Terrível, lançada menos de um ano antes de sua morte. Exames apontaram que, no momento do afogamento acidental aos 54 anos, o ator havia ingerido quantidade excessiva de cetamina, causando seu adormecimento na piscina de sua residência.
O pai do ator, John Perry, criticou Plasencia e a equipe médica, afirmando que, cientes do histórico de vício do filho, deveriam ter protegido Matthew em vez de lucrar com seu sofrimento. O caso evidencia questões sobre ética e responsabilidade no fornecimento de substâncias controladas a pacientes vulneráveis, abrindo debate sobre negligência médica e cuidados com dependência química.
*Da Agência Fonte Exclusiva








