O presidente da Rússia, Vladimir Putin, admitiu nesta quinta-feira (9) que as defesas aéreas do país foram responsáveis pela queda de um avião da Embraer no Azerbaijão, em dezembro de 2024. O acidente deixou 38 mortos e, até então, Moscou atribuía o episódio a uma falha técnica.
De acordo com Putin, os mísseis foram disparados para interceptar um drone ucraniano, mas explodiram próximo ao jato da Azerbaijan Airlines, que se preparava para pousar em Grozny, na Chechênia. O impacto dos estilhaços teria causado a queda da aeronave.
Durante uma reunião com o presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, no Tadjiquistão, o líder russo classificou o incidente como “um trágico erro” e garantiu que os responsáveis serão punidos. Putin também prometeu indenização às famílias das vítimas e apoio nas investigações.
O jato, um Embraer 190, partiu de Baku e tentou realizar um pouso de emergência no oeste do Cazaquistão, mas acabou caindo antes de alcançar o aeroporto alternativo. Das 67 pessoas a bordo, 38 morreram.
A admissão marca a primeira vez que o governo russo reconhece oficialmente responsabilidade direta por um incidente aéreo desde o início da guerra na Ucrânia. O caso reacende o debate sobre o risco de expansão do conflito para outras regiões, especialmente em áreas próximas ao espaço aéreo russo.
Analistas militares avaliam que o episódio pode gerar tensões diplomáticas com o Azerbaijão e afetar a imagem da Rússia junto a aliados estratégicos do Cáucaso, região que tem papel central nas rotas energéticas e comerciais entre a Ásia e a Europa.
*Da Agência Fonte Exclusiva.








