Prefeito quer forçar pedidos de demissões para acabar com dois vínculos;
O prefeito de Campos dos Goytacazes-RJ, Rafael Diniz (PPS), já mandou avisar que irá cortar 30% no salário dos cargos comissionados. É uma das medidas para tentar se ajustar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
O corte foi sugerido em fevereiro pelo presidente do PDT Caio Vianna, mas, na ocasião, Diniz ficou bicudo e deu de ombros. Chegou a mobilizar sua tropa virtual e jornais governistas para alfinetar o adversário. Agora, ao estourar os gastos com folha de pagamento ele se rendeu as evidências.
Nomeados em cargos de primeiro escalão na prefeitura tem um rendimento mensal de R$ 10.500, sem contar férias, décimo terceiro e outras pegadinhas, como diárias. Isso numa cidade em que o salário médio na iniciativa privada é de R$ 2.000 e que assistiu, nos últimos meses, a um corte sistemático de programas sociais.
Sangrar os cargos comissionados é uma medida até acertada, diga-se de passagem.
BIOMETRIA E CARGA HORÁRIA
O pacote de maldade mesmo está encomendado para os servidores da Saúde e Educação que possuem duas matrículas. Diniz vai aumentar a carga horária e instalar ponto biométrico para forçar pedidos de demissões em pelo menos um vínculo.
Ou seja, aumentando a carga horária e obrigando o servidor a colocar o dedo no ponto biométrico, o governo espera levar muitos aflitos a abrir mão de pelo menos uma matrícula.
Saúde e Educação concentram 80% do custo da folha de pagamento dos servidores efetivos, mas o que está em curso é um dos maiores ataques contra o servidor público municipal. O Sindicato da categoria, o Siprosep, já convocou uma manifestação para esta segunda-feira (7), em frente ao Hospital Ferreira Machado. O único sindicato que ainda apoia o governo é o dos Profissionais da Educação (Sepe).








