A agricultura dos Estados Unidos atravessa seu pior desempenho desde 2021, em meio ao impacto das tarifas comerciais impostas pelo governo Trump e às restrições migratórias que reduziram a mão de obra no campo. Reportagens da mídia americana apontam que o setor registra queda nas exportações, aumento de falências e dificuldades crescentes para os produtores rurais.
Entre as culturas mais prejudicadas estão soja, milho, trigo, sorgo e algodão. A soja, em particular, perdeu competitividade internacional diante da redução das vendas para a China, mercado estratégico que vem sendo diretamente afetado pela guerra comercial em curso.
A secretária da Agricultura, Brooke Rollins, reconheceu os desafios e ressaltou a necessidade de medidas emergenciais para apoiar o setor. Segundo ela, a administração busca alternativas rápidas para mitigar os efeitos negativos das políticas tarifárias.
O presidente Donald Trump defendeu publicamente a ideia de destinar parte da arrecadação com tarifas para financiar os produtores, assegurando que “nunca deixará os agricultores na mão”. Fontes ligadas à Casa Branca afirmam que um pacote de auxílio entre US$ 10 bilhões (cerca de R$ 53,3 bilhões) e US$ 14 bilhões (aproximadamente R$ 74,7 bilhões) está em estudo. O fundo ECAP também é cogitado como instrumento complementar para acelerar a liberação de recursos.
Especialistas destacam que as negociações com a China podem ser decisivas para a recuperação do agronegócio americano, já que o país asiático é um dos principais compradores de commodities agrícolas dos EUA. Até que haja avanço nas conversas, a expectativa é de que os agricultores sigam enfrentando um cenário adverso, com margens de lucro reduzidas e endividamento crescente.
*Da Agência Fonte Exclusiva.








