A presença de notas falsas de R$ 200 mais do que dobrou nos últimos cinco anos no Brasil. Dados do Banco Central mostram que a participação da cédula do lobo-guará saltou de 15% em 2021 para 33% em 2025 no total de falsificações identificadas pelo sistema bancário.
O movimento reflete uma mudança de estratégia dos falsários. Se em 2018 as notas de R$ 20 e R$ 50 respondiam por mais da metade do dinheiro falsificado – 53,5% –, hoje o foco está nas cédulas de maior valor. Atualmente, 80% das apreensões envolvem apenas as notas de R$ 100 (garoupa) e R$ 200 (lobo-guará).
Segundo especialistas, o lançamento da nota de R$ 200 em 2020 e a popularização do Pix contribuíram para a mudança. As transações digitais reduziram o uso de dinheiro físico no dia a dia, enquanto os criminosos passaram a concentrar esforços em cédulas de maior valor, que permitem movimentar quantias expressivas em menor volume de papel.
Apesar disso, notas altas costumam despertar mais atenção de comerciantes, que frequentemente conferem marca d’água, relevo e elementos holográficos. Essa prática havia levado falsários, até pouco tempo atrás, a preferirem cédulas intermediárias, consideradas mais fáceis de passar despercebidas.
A participação das notas de R$ 50, por exemplo, caiu drasticamente: de 38% das falsificações em 2018 para apenas 11% neste ano. Já a fatia das notas de R$ 100, embora ainda predominante, oscilou de 51% em 2021 para 47% em 2025.
O Banco Central reforça que todas as cédulas do real possuem mecanismos de segurança, como marca d’água, número escondido, impressão em relevo, quebra-cabeça gráfico e tintas que mudam de cor. A orientação é sempre verificar os elementos ao receber dinheiro em espécie.
*Da Agência Fonte Exclusiva.








