Uma operação realizada neste sábado (4) contra a fabricação e o comércio de bebidas alcoólicas adulteradas resultou na prisão de um suspeito e na condução de outras oito pessoas à delegacia, segundo balanço divulgado neste domingo (5).
A ação aconteceu no mesmo dia em que a Secretaria Estadual de Saúde (SES) notificou um caso suspeito de intoxicação por metanol em Niterói, na Região Metropolitana. O episódio está sob investigação e aguarda análise laboratorial para confirmação.
Apreensões e mandados
Durante a semana, mais de 30 estabelecimentos — entre bares, distribuidoras e casas noturnas — foram vistoriados. A operação de sábado, conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), cumpriu 21 mandados de busca e apreensão na capital e na Baixada Fluminense, resultando na apreensão de bebidas para análise.
Reforço na fiscalização
Paralelamente às ações policiais, a Prefeitura do Rio publicou decreto determinando inspeções rotineiras pelo Serviço de Inspeção Municipal de Produtos de Origem Vegetal (SIM-RIO/POV). As fiscalizações são realizadas pela Secretaria Municipal de Saúde, com apoio da Sedecon e do Procon Carioca.
Já o Governo do Estado criou uma Sala de Situação para monitorar possíveis casos de intoxicação por metanol, em alinhamento com o Ministério da Saúde. Também lançou uma cartilha educativa orientando consumidores sobre como identificar bebidas adulteradas.
Riscos do metanol
De acordo com o CIEVS/SES-RJ, o metanol é usado em combustíveis e solventes, mas também aparece em bebidas clandestinas adulteradas. A substância é altamente tóxica e pode causar dores abdominais, alterações visuais, confusão mental e náuseas entre 12 e 24 horas após a ingestão. A intoxicação grave pode levar à morte.
O órgão alerta que produtos devem ter rótulo íntegro, lacre preservado e selo fiscal. Comerciantes são orientados a não adquirir bebidas sem registro no MAPA e a verificar o CNPJ de fabricantes ou distribuidores.
*Da Agência Fonte Exclusiva.








